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NASA desenvolve material resistente para fundir rochas lunares

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Publicado por Robson Lemes em 26 de maio de 2026 às 12:02.

Pesquisadores da NASA anunciaram a criação de um novo material capaz de suportar o contato com rochas lunares derretidas, etapa fundamental para a extração de metais e oxigênio diretamente do solo da Lua. Os testes foram realizados no Centro de Pesquisa Glenn, em Cleveland (EUA), com o objetivo de reduzir a dependência de suprimentos transportados da Terra em futuras missões de exploração lunar.

Quem e como foi conduzido o estudo

O trabalho contou com a participação de Kevin Yu, tecnólogo do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), e da engenheira de materiais Jamesa Stokes, do Glenn. A dupla submeteu diferentes compostos a um simulador de poeira lunar derretida em um forno de alta temperatura para avaliar a resistência dos materiais sob condições extremas.

Descoberta e características do novo material

Após aproximadamente seis meses de experimentos, os cientistas misturaram óxido de escândio a um pó que imita a composição da poeira lunar. A combinação foi aquecida acima de 1.600 ℃, resultando em uma substância inédita. Análises por raios X e comparação com vastas bases de dados não identificaram registro anterior do composto, o que indica tratar-se de um material completamente novo.

Em laboratório, os pesquisadores produziram pequenas amostras ao dissolver diferentes óxidos em álcool etílico antes de submetê-las a altas temperaturas. O pó inicial tem coloração rosa, assemelhando-se a leite de morango, e adquire tons de bege ou marrom após a reação, servindo como indicador visual de que o processamento ocorreu conforme esperado.

Aplicações na Lua e na Terra

O novo material resistiu ao ataque da “lava” corrosiva de poeira lunar fundida e suportou níveis de calor superiores aos de equipamentos domésticos convencionais. Segundo a equipe, a descoberta poderá viabilizar a produção de combustível, oxigênio e estruturas de construção diretamente na Lua, reduzindo custos logísticos e a quantidade de carga lançada em órbita terrestre.

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Imagem: Jef Janis/NASA

Embora o óxido de escândio seja relativamente caro, o custo do composto permanece inferior ao de metais preciosos como a platina, frequentemente empregados em processos industriais de alta temperatura. Além do uso em instalações lunares — como tubos, reservatórios e recipientes para extração de recursos —, a substância apresenta potencial para revestir componentes de motores a jato na Terra, devido à sua estabilidade térmica.

Próximos passos

Os cientistas planejam aperfeiçoar a pureza e reduzir o custo de produção do material. Segundo eles, avanços na ciência e na tecnologia de materiais serão fundamentais para garantir o sucesso de futuras missões humanas à Lua e a outros destinos espaciais.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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