Ao Vivo
Tech News

Campos eletromagnéticos em carros elétricos operam abaixo dos limites de segurança, afirmam especialistas

Cotidiano campos eletromagneticos
Publicado por Robson Lemes em 29 de maio de 2026 às 06:45.

A expansão dos veículos eletrificados no Brasil levantou questionamentos sobre a exposição a campos eletromagnéticos gerados por baterias de alta tensão, motores e sistemas eletrônicos embarcados. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), as vendas de carros elétricos e híbridos baterias registraram recorde no mercado nacional, aumentando o interesse sobre possíveis riscos à saúde relacionados à radiação não ionizante.

O que são campos eletromagnéticos não ionizantes?

Campos eletromagnéticos não ionizantes apresentam energia insuficiente para ionizar moléculas, diferentemente de radiações como raio X. Esses campos estão presentes em celulares, roteadores Wi-Fi, redes elétricas e também nos veículos, em frequências que podem variar entre radiofrequência e baixa frequência, conforme explica o físico Roberto “Pena” Spinelli, da USP.

Fontes de emissão em veículos elétricos

Equilíbrio entre exposição e limites internacionais

Entidades como a Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não Ionizante (ICNIRP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) definem diretrizes que, no caso de campos magnéticos de baixa frequência, estabelecem limite de 200 µT (microteslas) para o público geral. Dentro de um carro elétrico, os níveis medidos normalmente variam entre poucos µT e picos de até 10–20 µT durante acelerações ou frenagens.

Comparativo com veículos a combustão e carregamento rápido

Embora o debate foque nos modelos eletrificados, automóveis movidos a combustão também contam com alternador, módulos eletrônicos e sistemas de ignição que geram campos eletromagnéticos. No processo de recarga rápida em corrente contínua (DC), o carregador de bordo passa a ser o componente ativo, elevando temporariamente as emissões próximas ao cabo e à estação, mas ainda dentro dos parâmetros de segurança.

Ausência de evidências de riscos à saúde

Após décadas de estudos, não há comprovação científica de que a exposição a campos não ionizantes em níveis comuns em carros, redes Wi-Fi ou aparelhos domésticos cause danos à saúde. Embora algumas pesquisas antigas tenham sugerido correlações estatísticas entre campos de baixa frequência e doenças como leucemia infantil, não foi estabelecida relação causal consistente, segundo a OMS e especialistas consultados pelo Olhar Digital.

Bateria carro eletrico 1024×682 1

Imagem: Imagem ilustrativa

Regulação no Brasil

No país, a Anatel exige homologação de dispositivos de telecomunicações embarcados em veículos, observando limites de exposição estabelecidos pela ICNIRP e OMS. Já o Inmetro não fiscaliza emissões eletromagnéticas em carros, e a Senatran não impõe requisitos específicos de compatibilidade eletromagnética para veículos elétricos, recomendando uso de normas internacionais adotadas pela indústria automotiva.

Com informações de Olhardigital

Compartilhe:

Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

Site do Autor