Na data de 29/05/2026, uma imagem obtida pela missão Sentinel-3 do programa Copernicus destacou, pela primeira vez, em cores vibrantes a extensão da onda de calor que atinge o continente europeu. O registro mostra a propagação das altas temperaturas sobre milhões de pessoas em diversos países, enquanto alertas meteorológicos permanecem ativos na Europa Ocidental.
Monitoramento espacial do fenômeno
O satélite Copernicus Sentinel-3, lançado em 2018 e coordenado pela Comissão Europeia com apoio da Agência Espacial Europeia (ESA), captou a foto espacial do dia mostrando o mapa térmico da superfície terrestre. Obtida em 26 de maio de 2026, a imagem revela regiões em vermelho e laranja, indicando calor extremo, e áreas em azul, sinalizando temperaturas mais amenas.
Regiões mais afetadas e temperaturas registradas
De acordo com os dados do satélite, as partes sul e oeste da Europa registraram pico de até 40°C, enquanto cidades do norte, como Londres, superaram 35°C. Países como Hungria, Espanha, Itália, Alemanha e Suíça figuram entre os mais impactados pela elevação das temperaturas.
Para se ter ideia da anomalia, em maio, Londres costuma oscilar entre 10°C e 19°C, com chuvas esporádicas. O contraste evidencia o caráter extraordinário desta onda de calor, cujo monitoramento por satélite permite acompanhar a evolução do fenômeno em escala continental.
Importância dos satélites no acompanhamento climático
Especialistas destacam o papel fundamental de missões como o Sentinel-3 no acompanhamento de eventos climáticos extremos. Em entrevista à CNN, Peter Thorne, diretor do ICARUS Climate Research Centre da Maynooth University (Irlanda), afirmou que fenômenos dessa magnitude tornaram-se mais frequentes e severos em razão das mudanças climáticas. Segundo ele, muitos recordes de temperatura batidos recentemente, especialmente no Reino Unido e na França, surpreendem pela intensidade.
Imagem: Imagem ilustrativa
A missão Sentinel-3 integra uma série de satélites voltados para a observação da Terra, com foco em mudanças nos oceanos e em áreas continentais. As imagens geradas reforçam a utilidade de projetos espaciais para o entendimento e a gestão de transformações ambientais em nível global.
Com essa perspectiva espacial, as autoridades europeias seguem avaliando medidas de resposta e prevenção, enquanto cientistas analisam os dados para estimar os impactos de longo prazo da onda de calor na saúde pública e nos ecossistemas do continente.
Com informações de Olhardigital
