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Pacific Fusion testa protótipo de pulso elétrico para baratear fusão nuclear

Pacific Fusion modulo de pulso eletrico
Publicado por Robson Lemes em 2 de junho de 2026 às 09:51.

A startup Pacific Fusion apresentou nesta terça-feira (02) o protótipo de seu módulo de pulso elétrico capaz de gerar picos de 440 gigawatts em apenas 80 nanossegundos. O experimento atendeu aos requisitos técnicos esperados e liberou uma nova tranche de investimentos superior a US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões), quantia que viabiliza o início da construção da usina de demonstração de fusão nuclear ainda em 2026.

Confinamento inercial com componentes eletrônicos

Diferentemente dos sistemas que utilizam lasers para compressão do combustível, a Pacific Fusion aposta na fusão por confinamento inercial acionada por milhares de capacitores e interruptores elétricos. Esses dispositivos, comercialmente mais acessíveis, substituem equipamentos ópticos complexos e caros, reduzindo significativamente o custo operacional do processo.

Protótipo e escala do projeto

O protótipo testado tem o tamanho de um contêiner de carga e representa cerca de um terço de um módulo definitivo. A estrutura reúne nove estágios divididos em 90 blocos de componentes, suficientes para validar o conceito de engenharia antes do escalonamento.

Na versão final da usina de demonstração, serão instalados 156 módulos de pulso em tamanho real, cada um com 32 estágios circulares. Cada estágio inclui dez blocos, equipados com dois capacitores para armazenar energia e um interruptor para disparos sincronizados. O principal desafio técnico é coordenar o disparo simultâneo de todos os componentes.

Processo de fusão e metas de energia

O pulso elétrico concentra energia sobre um alvo do tamanho de uma borracha escolar dentro da câmara de fusão. A descarga cria um campo magnético que força os átomos a se fundirem, gerando grandes quantidades de energia. Até hoje, o National Ignition Facility (NIF), do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, foi o único a alcançar reação controlada com ganho líquido usando lasers de alto custo.

Fuso nuclear

Imagem: Imagem ilustrativa

Para financiar seu desenvolvimento, a Pacific Fusion adota um modelo de captação por metas, prática comum no setor de biotecnologia. Segundo Keith LeChien, diretor de tecnologia da empresa, esse formato permite manter o foco no avanço sem dedicar de 20% a 50% do tempo à busca constante por novos aportes.

Com o protótipo validado, a companhia não aguardará os testes de um módulo em escala total para iniciar a obra da usina de demonstração. O objetivo é avançar diretamente para o “breakeven da instalação”, estágio no qual a planta gera energia suficiente para suprir seu próprio funcionamento. “Qualquer abordagem de fusão, independentemente da tecnologia, precisa passar por isso”, afirmou LeChien.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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