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Anéis de poeira revelam massa de planetas em formação

Simulao PDS 70
Publicado por Robson Lemes em 2 de junho de 2026 às 13:48.

Uma equipe de astrônomos desenvolveu uma técnica capaz de estimar a massa de planetas em formação mesmo quando eles não podem ser observados diretamente. O método, descrito em artigo publicado na revista The Astrophysical Journal, utiliza as características de anéis de poeira em discos protoplanetários para deduzir a gravidade do corpo celeste que os originou.

Formação planetária e anéis de poeira

Planetas surgem em discos compostos por gás, poeira e fragmentos sólidos chamados planetesimais ao redor de estrelas jovens. A interação gravitacional entre um planeta nascente e o material do disco provoca acúmulos de poeira em faixas brilhantes e lacunas, estruturas já reconhecidas como indícios da presença de exoplanetas.

Simulações e relação massa–anel

Para investigar se as faixas de poeira podem revelar características dos planetas, o grupo liderado por Amena Faruqi, da Universidade de Warwick (Reino Unido), realizou simulações computacionais cobrindo diferentes cenários de formação. Os resultados demonstraram uma correlação direta entre a massa do planeta e propriedades dos anéis, como largura e posição da região mais luminosa.

Essa conexão funciona independentemente do comprimento de onda usado pelos telescópios e do tamanho dos grãos de poeira, o que torna o método aplicável mesmo quando as condições físicas do disco protoplanetário não estão totalmente conhecidas. Segundo Faruqi, as variações nessas características se comportam como “impressões digitais” do planeta escondido.

Teste no sistema PDS 70

O time aplicou a técnica ao sistema PDS 70, localizado a cerca de 370 anos-luz da Terra. Com dados coletados pelo observatório ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), os pesquisadores estimaram a massa do exoplaneta PDS 70 c em aproximadamente 7,5 vezes a de Júpiter, valor consistente com medições anteriores.

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Imagem: Imagem ilustrativa

As simulações também indicaram que planetas mais massivos podem reter quantidades expressivas de poeira nos anéis, chegando a acumular até 20 massas terrestres de material. Esse resultado corrobora observações do ALMA e sugere que os anéis concentram reservas significativas de matéria-prima para a formação de novos corpos.

A novidade pode ajudar a elucidar perguntas ainda em aberto, como a ausência de planetas recém-formados dentro desses anéis, e promete ampliar o entendimento dos processos que deram origem não apenas a sistemas distantes, mas também ao nosso próprio Sistema Solar, há cerca de 4,6 bilhões de anos.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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