Às 16h40 (Brasília UTC-3) desta segunda-feira (1º), a China executou, sem aviso prévio, o lançamento do novo foguete Long March 12B a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, localizado no Deserto de Gobi. O voo inaugural do veículo, que integra a nova geração de lançadores parcialmente reutilizáveis do país, ocorreu sem a tradicional emissão de alertas para fechamento do espaço aéreo e marítimo nas proximidades.
Detalhes do lançamento e da carga útil
O Long March 12B colocou em órbita dois satélites da constelação chinesa de internet Qianfan (“Mil Velas”), projeto equivalente ao sistema Starlink, da SpaceX. Segundo a Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC), as cargas úteis alcançaram com sucesso a órbita terrestre baixa, contribuindo para a expansão da rede de conectividade global planejada pelo país.
Características técnicas do foguete
Com aproximadamente 70 metros de altura e dois estágios, o Long March 12B utiliza nove motores no primeiro estágio alimentados por querosene e oxigênio líquido. Esse arranjo é semelhante ao do Falcon 9, da SpaceX. Entretanto, diferente do concorrente americano, nesta missão inaugural não houve tentativa de pouso e recuperação do primeiro estágio. A CASC informa que testes de pouso estão previstos para um voo futuro, sem data definida.
Programa de reutilização espacial na China
O lançamento do Long March 12B reforça o esforço chinês em desenvolver tecnologias de acesso reutilizável ao espaço. No fim de 2025, um protótipo do Long March 12A já havia alcançado a órbita, mas falhou na tentativa de recuperação. Além disso, empresas privadas nacionais, como Landspace e Space Pioneer, também avançam em testes de veículos parcialmente reutilizáveis.
Próximos projetos em desenvolvimento
A CAS Space, a Galactic Energy e a Deep Blue Aerospace mantêm em desenvolvimento os foguetes Kinetica-2, Pallas-1 e Nebula 1, respectivamente. Essas iniciativas demonstram a estratégia da China de reduzir custos e ganhar competitividade no mercado internacional de lançamentos espaciais.
Imagem: Wang Jiangbo/Xinhua
A expansão dos testes de foguetes parcialmente reutilizáveis reforça a ambição chinesa de consolidar uma presença mais robusta no setor espacial e disputar espaço com líderes globais.
Com informações de Olhardigital