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NASA encerra operação da sonda MAVEN após quase 12 anos em Marte

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Publicado por Robson Lemes em 3 de junho de 2026 às 17:06.

Na quarta-feira (3), a NASA confirmou o encerramento definitivo das operações da sonda MAVEN, responsável por investigar a atmosfera de Marte. Depois de inúmeras tentativas de restabelecer comunicação, a agência espacial norte-americana concluiu que não será possível retomar o controle do equipamento, considerado um dos projetos mais relevantes dedicados ao estudo do planeta vermelho.

O contato com a sonda foi perdido em 6 de dezembro, quando a MAVEN passou por trás de Marte em relação à Terra, manobra comum na missão. No retorno, os sinais recebidos apontaram que o veículo entrou em modo de segurança e apresentou rotação descontrolada, prejudicando a captação de energia pelos painéis solares. Desde então, todas as iniciativas de comunicação falharam, e a causa exata da falha segue em investigação.

Fim de missão após quase 12 anos

Lançada em novembro de 2013 por um foguete Atlas V, a sonda MAVEN alcançou a órbita marciana cerca de dez meses depois. Embora o plano inicial fosse manter a missão ativa por apenas um ano terrestre, o dispositivo operou por quase 12 anos, produzindo um extenso legado de dados científicos.

Com o término das atividades da MAVEN, a NASA mantém em órbita marciana apenas duas espaçonaves: a Mars Odyssey, lançada em 2001, e a Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), enviada em 2005, ambas também com funcionamento estendido além do previsto.

Função de retransmissão e principais descobertas

Além de estudar a atmosfera de Marte, a MAVEN desempenhava papel de retransmissora de sinais, auxiliando no envio de informações de robôs e outros orbitadores, como a Odyssey, a MRO, a Mars Express e o Trace Gas Orbiter.

Seu principal objetivo era analisar como o vento solar tem influenciado a perda de partículas e gases do planeta ao longo de bilhões de anos. As observações demonstraram que a erosão atmosférica ocorre de forma contínua, mas acelera entre 10 e 20 vezes durante tempestades solares, devido à falta de um campo magnético global protetor.

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Imagem: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA

Os dados coletados pela missão também revelaram que as auroras marcianas se manifestam em áreas muito mais amplas que na Terra e podem gerar emissões ultravioletas visíveis mesmo durante o dia. Em 2017, a sonda identificou pela primeira vez íons metálicos na ionosfera do planeta.

Mais recentemente, a MAVEN participou de observações do cometa interestelar 3I/ATLAS e contribuiu para a detecção de possíveis relâmpagos no lado noturno marciano. Segundo a NASA, as informações obtidas continuarão sendo analisadas por anos, auxiliando no planejamento de futuras missões tripuladas e em estratégias de proteção contra radiação para astronautas.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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