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Computador convencional soluciona problema quântico antes considerado “impossível”

Nvidia computador quantico

Pesquisadores do Centro de Física Quântica Computacional (CCQ), do Instituto Flatiron, em parceria com especialistas da Universidade de Boston, anunciaram em junho de 2026 a solução de um desafio em física quântica tido como impraticável sem um computador quântico. O estudo, publicado na revista Science, demonstra que técnicas matemáticas avançadas aliadas a algoritmos modernos permitem a simulação de sistemas compostos por centenas de qubits em máquinas clássicas.

Quem, o quê e onde

O trabalho liderado pelo físico Joseph Tindall no CCQ (EUA) utilizou redes tensoriais e métodos de propagação de crença para condensar as informações quânticas e reduzir o consumo de memória e poder de processamento. Em vez de recorrer a um supercomputador, parte dos cálculos foi executada em um simples laptop equipado com a biblioteca ITensor, desenvolvida pelo próprio CCQ.

Por que era considerado impossível

Os sistemas quânticos presentes nessa pesquisa envolvem centenas de qubits, unidades que exploram o fenômeno da superposição e do emaranhamento. Essas propriedades tornam o comportamento quântico exponencialmente mais complexo que os bits clássicos, cujo estado é apenas 0 ou 1. Conforme aumenta o número de qubits, a função de onda — representação matemática do estado do sistema — cresce de forma explosiva, exigindo memória inacessível para computadores convencionais.

Como o método funciona

Para driblar esse gargalo, os cientistas aplicaram redes tensoriais, comparáveis a arquivos ZIP, capazes de compactar grandes volumes de dados quânticos em estruturas matemáticas otimizadas. Em paralelo, usaram a técnica de propagação de crença – criada nos anos 1980 e recentemente adaptada para aplicações quânticas – que, embora apresente margem de erro ligeiramente maior, demanda muito menos recursos computacionais.

Combinadas, essas ferramentas possibilitaram simular a dinâmica de sistemas tridimensionais de alta complexidade, obtendo resultados alinhados às previsões teóricas e reproduzindo valores obtidos anteriormente por computadores quânticos. Essas simulações confirmaram que certas tarefas atribuídas exclusivamente à supremacia quântica podem, de fato, ser executadas em hardware clássico.

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Imagem: Imagem gerada por IA/Gemini

Próximos passos e impacto

Apesar desse avanço, os autores reforçam que a computação quântica permanece crucial para desafios ainda maiores. Eles destacam a sinergia entre os campos clássico e quântico, onde progressos de um lado inspiram inovações no outro. O próximo objetivo da equipe é aplicar essas técnicas em estudos envolvendo elétrons em movimento, visando aprimorar a investigação de materiais avançados, como supercondutores, e ampliar as fronteiras da pesquisa em física quântica.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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