A Intel anunciou recentemente o desenvolvimento de um sistema avançado de extrapolação de quadros voltado a videogames, capaz de prever ações dos jogadores e gerar imagens antecipadamente no processador. O objetivo é manter a fluidez das cenas e evitar o aumento da latência, um dos principais pontos de crítica às soluções de geração de quadros por inteligência artificial.
Como funciona a tecnologia
O novo método, integrante da evolução da plataforma XeSS (Xe Super Sampling), utiliza algoritmos de aprendizado de máquina para identificar padrões de movimento e possíveis interações antes mesmo de elas serem renderizadas na GPU. Ao antecipar a sequência de quadros, o sistema busca entregar uma experiência visual mais suave, sem comprometer o tempo de resposta dos controles.
Desafios das abordagens atuais
Atualmente, tecnologias como DLSS (Deep Learning Super Sampling), FSR (FidelityFX Super Resolution) e a própria XeSS já recorrem à criação de frames intermediários entre dois quadros reais para elevar a taxa de quadros por segundo (FPS). Contudo, esses quadros gerados não recebem novos dados de entrada do jogador, o que pode resultar em percepção de atraso nos comandos.
A proposta da Intel diferencia-se ao antecipar os movimentos do usuário e incorporar informações preditivas no processo de geração, minimizando o descompasso entre ação e imagem. Dessa maneira, a tecnologia pretende entregar mais frames sem elevar a latência, mantendo o controle responsivo e a qualidade visual.

Imagem: Imagem ilustrativa
Ao apostar em uma arquitetura capaz de ler e interpretar interações em tempo real, a Intel reforça o compromisso de melhorar a performance gráfica em PCs e consoles, oferecendo taxas de quadros mais elevadas sem sacrificar a reatividade do gameplay.
Com informações de Tudocelular