O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da administração da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi motivada pelo registro de 42 casos de reações adversas classificadas como graves, incluindo dois óbitos ainda em apuração.
Segundo o comunicado oficial, a interrupção na aplicação do imunizante tem caráter preventivo enquanto as ocorrências são investigadas pelos órgãos competentes. A medida vale para todas as unidades de saúde que vinham realizando a campanha de vacinação em diferentes regiões do país.
Levantamento dos casos e investigação
Até o momento, foram notificados 42 episódios de reações adversas graves após a administração da dose da vacina. Entre esses casos, dois pacientes evoluíram a óbito, sendo que ainda não há confirmação de nexo causal entre a vacina e as mortes. Equipes do Centro de Vigilância Epidemiológica e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) trabalham em conjunto com o Instituto Butantan para coletar dados clínicos, laudos e prontuários de todos os pacientes afetados.
Condições para retomada da vacinação
Em entrevista ao Olhar Digital News, a Dra. Ana Karolina Barreto, representante do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, explicou que a reavaliação do imunizante envolve a análise detalhada de cada reação relatada, além de revisões dos processos de produção, armazenamento e distribuição.
Para que a vacinação seja reestabelecida, será necessário confirmar a segurança do produto, revisar protocolos de aplicação e atualizar as recomendações de risco para profissionais de saúde e público-alvo. A especialista destacou também a importância de reforçar a vigilância pós-vacinação e aprimorar os canais de notificação de eventos adversos.
Imagem: Imagem ilustrativa
Próximos passos
Enquanto isso, o Ministério da Saúde orienta os municípios a suspender imediatamente as campanhas em andamento e a aguardar novas diretrizes. Pacientes que já receberam a dose da vacina e apresentarem sintomas incomuns devem procurar atendimento médico e reportar os eventos aos serviços de vigilância epidemiológica locais.
As autoridades sanitárias afirmam que manterão a população informada conforme os resultados das investigações forem finalizados. A retomada da aplicação dependerá integralmente da comprovação de segurança e eficácia do imunizante, sem riscos significativos para a saúde pública.
Com informações de Olhardigital
