Pesquisa revela expectativas sobre IA
Uma sondagem realizada pela IDC e encomendata pela Microsoft entrevistou 73 executivos de nível C em empresas brasileiras com mais de mil colaboradores e constatou que 88% das organizações acreditam que a inteligência artificial (IA) será o principal fator de competitividade até 2030. Além disso, 90% dos participantes afirmaram que a tecnologia se tornará um diferencial essencial em seus setores.
Adoção em escala e perspectivas de crescimento
O levantamento mostra que o mercado brasileiro de IA está deixando a fase de testes para avançar rumo à implantação em larga escala. Atualmente, 41% das empresas admitem usar IA em aplicações pontuais, enquanto 23% já escalaram a solução em várias áreas. A projeção é de que, dentro de 24 meses, 51% das organizações tenham ampliado esse uso.
Para 58% dos executivos, soluções como IA generativa e agentes autônomos serão as tecnologias mais estratégicas nos próximos dois anos, integrando-se às prioridades de negócio. Segundo Eduardo Campos, vice-presidente de Soluções Tecnológicas da Microsoft Brasil, essa transição exige colaboração entre tecnologia, áreas de negócio e alta liderança para converter ganhos iniciais em vantagem duradoura.
Resultados operacionais e financeiros
Em média, as iniciativas de IA têm gerado ganhos de 24,5% nas empresas pesquisadas. Os principais impactos estão na satisfação do cliente (28,2%), na eficiência de processos (27,7%), na redução de riscos (26,9%) e na velocidade de lançamento de produtos (25,2%). Ainda de acordo com o estudo, 24% dos executivos relataram aumento de produtividade e 19,7% apontaram incremento de receita associado ao uso de IA.
Orçamento e risco de perda de competitividade
Atualmente, 28% do orçamento de investimentos das empresas está direcionado a projetos de IA, e a expectativa é que essa fatia alcance 45% até 2028. Para 52% dos entrevistados, organizações que não adotarem IA em larga escala estarão em desvantagem competitiva em seus mercados.
Agentes de IA e segurança
A pesquisa também aborda o avanço de agentes de IA—sistemas que executam tarefas sob comando ou autonomamente—e registra que 56% das empresas já os utilizam em fase de experimentação ou produção, especialmente em atendimento ao cliente, marketing e cibersegurança. A previsão é que esse percentual suba para 69% até 2028.
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Em relação à segurança, 96% dos respondentes afirmaram ter reforçado investimentos em automação de segurança, proteção de dados e infraestrutura de nuvem para garantir a adoção responsável da tecnologia.
Capacitação e força de trabalho
O estudo aponta que a falta de talentos é um obstáculo para 30% dos executivos. Para combater essa escassez, 86% das empresas investem em treinamento na área de TI e 71% em capacitação para equipes de negócios. Além disso, 43% dos gestores relatam dificuldade na atração e retenção de profissionais pela defasagem na adoção de IA.
Em consequência, 70% das organizações estão redefinindo responsabilidades internas de acordo com os ganhos de produtividade, e 63% criaram novas funções dedicadas à tecnologia. A IA generativa, em especial, passou a figurar na pauta das lideranças, com 56% dos executivos esperançosos de que ela continuará impulsionando o crescimento das empresas em 2026.
Com informações de Olhardigital

