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Astrônomos do Webb podem desvendar pontos vermelhos pequenos no universo primitivo

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Publicado por Robson Lemes em 10 de junho de 2026 às 23:43.

Uma equipe de cientistas que utiliza o Telescópio Espacial James Webb (JWST) encontrou indícios de que os chamados “pontos vermelhos pequenos” no universo jovem são, na verdade, estrelas de buraco negro. O achado se baseia na análise detalhada do objeto GLIMPSE-17775, detectado em uma fase inicial da formação cósmica.

O que são os pontos vermelhos pequenos

  • Identificados a partir de 2022, logo após o JWST começar a enviar dados;
  • Presentes em grande quantidade cerca de 600 milhões de anos após o Big Bang e quase ausentes antes que o universo atingisse 2 bilhões de anos;
  • Diversas hipóteses foram sugeridas, mas a mais consistente relaciona esses pontos a buracos negros supermassivos em fase de acumulação rápida;
  • O desaparecimento gradual desses pontos seria consequência de explosões intensas que esgotam o gás ao redor ou da transição para galáxias ativas, quando o material denso é dispersado.

Antes desta pesquisa, faltava evidência observacional que confirmasse a natureza desses corpos. A situação mudou quando o JWST capturou imagens de GLIMPSE-17775, um objeto visto quando o universo tinha apenas 1,8 bilhão de anos, durante observações do aglomerado de lentes gravitacionais Abell S1063.

O papel das lentes gravitacionais

Abell S1063 funciona como uma lente gravitacional: sua massa curva o espaço-tempo e amplia a luz de objetos distantes. Isso permitiu que o Webb convertesse cerca de 30 horas de observação em um efeito equivalente a 80 horas, viabilizando o estudo aprofundado de GLIMPSE-17775.

Evidências de uma estrela de buraco negro

Os dados do JWST apresentaram vários sinais característicos de uma estrela de buraco negro:

  • Emissões atípicas para uma simples nuvem de gás em rotação;
  • Linhas espectrais associadas à dispersão de elétrons, indicando um casulo denso ao redor da fonte;
  • Sinais de fluorescência e absorção de hélio;
  • “Floresta de ferro”, termo adotado pela equipe para descrever as linhas de ferro observadas.

Se confirmada, essa interpretação explica por que os pontos vermelhos pequenos são quase invisíveis em raios-X: o invólucro de gás denso absorve a radiação de alta energia.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Próximos passos

A pesquisa foi publicada na revista The Astrophysical Journal.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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