Em junho de 2026, a Meta deu o primeiro passo prático para desfazer a aquisição de US$ 2 bilhões da startup de inteligência artificial Manus AI. A empresa norte-americana bloqueou o acesso da Manus a sistemas internos e suspendeu o compartilhamento de dados entre as duas companhias, atendendo à ordem de desinvestimento emitida pelo governo da China.
Detalhes da reversão
De acordo com fontes ouvidas pelo Bloomberg e reportadas pelo TechCrunch em 13 de junho, a Meta proibiu seus colaboradores de usar ferramentas desenvolvidas pela Manus em projetos internos e iniciou uma separação operacional das equipes. Essas medidas marcam a etapa mais concreta do desmonte do negócio fechado em dezembro de 2025.
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Em paralelo, os cofundadores da Manus mantêm negociações iniciais para captar cerca de US$ 1 bilhão junto a investidores externos. O aporte viabilizaria a retomada da startup separada da Meta e criaria as bases para uma joint venture chinesa, além de preparar uma possível oferta de ações na Bolsa de Hong Kong.
Investigação e ordem chinesa
A Manus, controlada pela empresa chinesa Butterfly Effect, ganhou destaque após uma demonstração viral de seu agente de IA. Em meados de 2025, a equipe foi transferida para Singapura, e a companhia passou a integrar o portfólio da Meta em dezembro do mesmo ano. No início de 2026, reguladores da China iniciaram uma revisão do negócio por supostas violações de controles de exportação e regras de investimento estrangeiro.
Em abril, as autoridades chinesas determinaram que a Meta deveria se separar da Manus para preservar a segurança nacional, levando ao atual processo de reversão.
Impacto no setor de tecnologia
O processo de separação também envolveu fundadores e investidores. Nos Estados Unidos, a firma de capital de risco Benchmark já recebeu os valores acordados na aquisição, enquanto Tencent, HSG e ZhenFund, da Ásia, sinalizaram disposição em colaborar com a reversão. Além disso, o senador americano John Cornyn questionou a participação de recursos dos EUA em uma empresa ligada à China.
Imagem: Imagem ilustrativa
Esses movimentos fazem parte de uma estratégia mais ampla do governo chinês para controlar tecnologias estratégicas. As autoridades impuseram novas restrições de viagem a pesquisadores e executivos e passaram a exigir aprovação oficial para investimentos estrangeiros em companhias de IA, como Moonshot AI, StepFun e ByteDance.
Apesar do desinvestimento em andamento, a Manus segue ativa no desenvolvimento de produtos e lançou nesta semana integrações com as plataformas Similarweb e Shopify. A expectativa é que o processo de desacoplamento seja concluído nos próximos meses, dependendo da tramitação regulatória na China.
Com informações de Olhardigital
