A SpaceX realizou, na sexta-feira (22), o primeiro voo da nova versão da Starship, o maior foguete em operação atualmente. O lançamento aconteceu às 19h30 (Brasília UTC-3) na plataforma de Starbase, no Texas, e contou com transmissão ao vivo pelo Space | Max.
Preparativos e decolagem
Minutos antes da decolagem, equipes da SpaceX abasteceram o propulsor Super Heavy e a nave Starship com oxigênio líquido e metano super-resfriados. Simultaneamente, os sistemas de voo passaram por checagens automáticas finais. À ignição, quase todos os motores Raptor foram acionados em sincronia, erguendo lentamente a estrutura de 124 metros de altura até sair do solo e seguir trajetória rumo ao espaço, mais a sul do que nos testes anteriores.
Fases críticas do voo
Cerca de 45 segundos após a decolagem, a Starship atingiu o “Max Q”, ponto em que a pressão aerodinâmica é máxima. Apesar das condições exigirem reforço estrutural para suportar a combinação de altas velocidades e resistência atmosférica, o foguete prosseguiu sem problemas até a separação dos estágios, ocorrida pouco mais de dois minutos depois.
Nesse momento, o Super Heavy se desacoplou da nave principal e iniciou a manobra de retorno controlado. O propulsor realizou queima de frenagem antes de cair no Golfo do México, atingindo a água conforme o planejado. A SpaceX optou por não tentar recuperar o booster em terra, focando na coleta de dados para validar o redesenho do veículo.
Teste em órbita suborbital
A Starship seguiu em trajetória suborbital para avaliar diversas inovações da versão V3. Entre os experimentos, a empresa acionou um motor Raptor em altitude, inspecionou o escudo térmico e liberou 20 simuladores de satélite Starlink para reproduzir parâmetros dos futuros modelos V3. Além disso, dois satélites modificados foram soltos para capturar imagens do escudo térmico e fornecer dados sobre o comportamento da estrutura durante a reentrada.
Imagem: Imagem ilustrativa
Para testar cenários de falha, algumas placas do escudo foram pintadas de branco e uma delas removida propositalmente. Isso visa comprovar a resistência térmica nas áreas adjacentes a eventuais danos na proteção do veículo.
O 12º teste da Starship representou um avanço significativo na busca pela reutilização completa do sistema e na melhoria da eficiência dos motores Raptor, mesmo apresentando falhas pontuais durante a separação dos estágios.
Com informações de Olhardigital


