O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou na rede social Truth Social que a Apple firmou parceria com a Intel para produzir semicondutores em solo americano. Segundo Trump, o entendimento faz parte de um esforço governamental para fortalecer a cadeia de suprimentos de chips e reduzir a dependência de fábricas asiáticas.
Detalhes da aliança
De acordo com o comunicado do mandatário, executivos da Apple e da Intel vinham negociando o acordo em caráter reservado. Embora Trump não tenha especificado quais componentes serão fabricados pela Intel, ele destacou que a iniciativa integra um plano maior de incentivo à manufatura doméstica de semicondutores.
Motivação para a escolha da Intel
Atualmente, a Apple concentra quase toda a produção de chips em parceria com a TSMC, líder global que opera próxima à sua capacidade máxima. A crescente demanda por processadores dedicados à inteligência artificial, impulsionada por empresas como a Nvidia, gerou uma sobrecarga na linha de montagem da fabricante asiática. Com isso, a Apple procurou ampliar sua base de fornecedores e evitar possíveis gargalos no fornecimento.
Retomada de uma antiga relação
Vale lembrar que, por cerca de 15 anos, a Intel foi fornecedora dos processadores dos computadores Mac. Em 2020, a Apple iniciou a transição para seus próprios chips da família M, encerrando o uso de CPUs Intel. No novo modelo de cooperação, entretanto, a empresa de Cupertino não voltará a comprar processadores prontos: utilizará as linhas de produção da Intel para confeccionar seus projetos de Apple Silicon.
Reação do mercado financeiro
O anúncio teve impacto imediato no mercado de ações. As ações da Intel registraram alta de 7% logo após a divulgação, enquanto os papéis da Apple subiram 0,8%. Analistas apontam que a perspectiva de crescimento no setor de fundição de semicondutores elevou as expectativas para a fabricante norte-americana.

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Estratégia governamental e geopolítica
Por trás da parceria está a participação de 10% do governo dos EUA no capital da Intel, atualmente avaliada em mais de US$ 50 bilhões. A Casa Branca tem adotado medidas para repatriar a produção de chips e garantir o acesso a minerais estratégicos, reduzindo a influência de países asiáticos na cadeia global de suprimentos.
A aliança entre Apple e Intel representa uma mudança significativa na estratégia de fornecimento de semicondutores e reforça a aposta americana em fortalecer a indústria local de tecnologia.
Com informações de Tecnoblog

