O sistema de mensagens emergenciais da Defesa Civil Nacional foi alvo de disparos não autorizados entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20), enviando alertas falsos a diversos celulares em várias regiões do país. As notificações continham a palavra “misantropia” e menções a um suposto ataque alienígena, provocando espanto entre usuários e levantando dúvidas sobre a segurança da plataforma.
Invasão e interrupção do serviço
Segundo o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, “tudo indica que foi um ataque hacker” ao sistema Defesa Civil Alerta. Para evitar novos disparos indevidos, o serviço foi temporariamente desativado ainda na madrugada de sábado. A Polícia Federal abriu uma investigação preliminar para apurar a origem dos disparos e identificar responsáveis.
Pontos já confirmados
Até o momento, as autoridades oficializaram as seguintes informações:
- dez alertas falsos foram enviados;
- nove ocorreram por meio da tecnologia Cell Broadcast;
- um alerta foi encaminhado via SMS;
- as mensagens alcançaram diferentes estados do Brasil;
- não havia qualquer emergência real.
Funcionamento do sistema em xeque
O Defesa Civil Alerta, coordenado em conjunto pela Defesa Civil Nacional e pela Anatel, utiliza o Cell Broadcast para transmitir avisos diretamente na tela do celular, dispensando aplicativo, cadastro ou conexão com internet. O serviço gratuito atinge aparelhos com Android e iOS lançados a partir de 2020 e com cobertura 4G ou 5G.
No entanto, a falha fez com que alguns usuários recebessem mensagens enquanto estavam em casa, e outros não foram notificados mesmo com o aparelho ligado. Esse comportamento atípico ampliou a desconfiança sobre a confiabilidade do sistema e a robustez da segurança digital.

Imagem: Imagem ilustrativa
Dúvidas ainda sem resposta
Além de confirmar a invasão, resta esclarecer:
- quem executou os disparos não autorizados;
- de onde partiram as mensagens;
- quantos celulares foram efetivamente impactados;
- por que alguns aparelhos não receberam os alertas;
- quando o aplicativo será restabelecido.
As Defesas Civis estaduais de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro já descartaram participação na emissão das mensagens. Em São Paulo, o serviço foi desativado preventivamente até que as investigações federais avancem.
Com informações de Olhardigital

