Pesquisadores de segurança informaram à Reuters em 22 de junho de 2026 que a indiana Tata Electronics é alvo de apuração depois de sofrer um ataque cibernético que teria exposto informações de clientes como Apple e Tesla. O incidente, atribuído ao grupo de ransomware World Leaks, teria origem em uma falha nos sistemas internos da companhia.
Detalhes do vazamento
Em análise ao conteúdo, especialistas identificaram supostas referências a inspeções de qualidade, especificações de materiais e desenhos técnicos de linhas de montagem. Segundo o pesquisador Rajshekhar Rajaharia, também foram encontrados e-mails, arquivos de eventos e cópias de documentos pessoais de funcionários, o que sugere que o vazamento atingiu diversas camadas operacionais da empresa.
O World Leaks já reivindicou a autoria de outras invasões, incluindo um ataque anterior contra a Nike, de acordo com relatórios de segurança.
Impacto para Apple e Tesla
Nos arquivos divulgados há menções a identificações de fábricas e pastas relacionadas a unidades industriais indianas onde ocorre a montagem dos dispositivos da Apple. A Tesla aparece em documentos ligados a componentes automotivos e projetos internos, já que a Tata também fornece peças para a montadora, ampliando o risco dentro da cadeia global de suprimentos.
Histórico e resposta da Tata Electronics
A Tata Electronics informou ter detectado o incidente de segurança há algumas semanas e ter acionado imediatamente seus protocolos de proteção. A empresa assegurou que suas operações não foram interrompidas pelo ataque.

Imagem: Imagem ilustrativa
Em 2025, uma subsidiária britânica do grupo enfrentou outro ciberataque que suspendeu a produção por várias semanas. O novo episódio reforça preocupações sobre a vulnerabilidade de cadeias industriais complexas diante de ameaças digitais.
Até o momento, o material vazado permanece disponível em redes obscuras da internet, enquanto a investigação interna e as apurações legais seguem em curso.
Com informações de Olhardigital


