O Oura Ring 5, lançado com corpo 40% mais fino, estojo renovado e autonomia de bateria estimada em até sete dias, mantém um dos principais problemas de sua versão anterior: a impossibilidade de reparo. Em uma análise conduzida pelo iFixit, o anel inteligente se mostrou praticamente descartável, já que nem a troca de bateria é viável.
Segundo o relatório do iFixit, a estrutura completamente em titânio dificulta qualquer tentativa de manutenção. Para unir as duas metades metálicas, a fabricante utilizou grande quantidade de resina epóxi — um tipo de cola industrial resistente a altas temperaturas, o que inviabiliza métodos comuns de amolecimento e remoção durante consertos.
Sem conseguir derreter o adesivo, os técnicos do iFixit recorreram a uma serra fina para cortar a carcaça externa de titânio. O material, apesar de resistente, apresenta espessura reduzida, o que facilitou o procedimento. Com o anel aberto, a equipe conseguiu acessar a placa-mãe e identificar os componentes internos.
Entre os elementos internos está um processador de baixo consumo fabricado pela MediaTek, acompanhado por um chip de memória RAM em tamanho minúsculo e uma antena Bluetooth de baixa energia. A bateria também foi removida, mas, devido ao uso extensivo de resina epóxi ao seu redor, não há como substituí-la sem danificar o conjunto.
O design acoplado ao uso de colas industriais coloca o Oura Ring 5 em posição contrária à tendência de dispositivos que priorizam reparabilidade. Embora o anel ofereça recursos avançados de monitoramento de sono, atividade física e saúde, seu caráter selado torna o custo-benefício questionável para quem busca longevidade e facilidade de manutenção.

Imagem: Imagem ilustrativa
Em resumo, o teardown do iFixit comprova que o Oura Ring 5, mesmo com melhorias em design e bateria, permanece um produto descartável. Qualquer tentativa de reparo interno ou troca de bateria exige a destruição da peça.
Com informações de Tudocelular
