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Criador de Ori critica modelo Game Pass e compara serviço ao comunismo

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Thomas Mahler, diretor da Moon Studios e autor da série Ori, lançou nesta semana uma crítica contundente ao serviço de assinatura Xbox Game Pass. Em publicação no Twitter datada de 18 de junho de 2026, o desenvolvedor alegou que a estratégia da Microsoft “poderia ter funcionado se as pessoas tivessem comparecido”, mas que o catálogo atual não oferece lançamentos fortes o suficiente para manter os assinantes mês a mês.

No tuíte original, Mahler declarou: “I mean, the Gamepass strategy could’ve worked if people would’ve shown up for it. Problem is: They didn’t and the software catalogue was just nowhere near good enough to make people happily pay the subscription every month. It’s the same as with streaming in the film business…”

O criador de Ori argumentou que, para sustentar um modelo de negócios por assinatura, é fundamental lançar títulos que se tornem eventos culturais. “Você precisa que os jogos produzidos pelos seus estúdios se tornem grandes sucessos, eventos culturais que todos queiram jogar, mas qual foi o grande jogo de Xbox dos últimos anos que foi simplesmente um deleite? Esse jogo não existe”, afirmou Mahler.

Mahler também avaliou o desempenho dos estúdios adquiridos pela Microsoft por meio da Bethesda. Segundo ele, projetos como Starfield ficaram aquém do esperado. “Quase todos os estúdios próprios da Bethesda têm apresentado desempenho abaixo do esperado nos últimos anos; seria de se esperar que a Bethesda criasse um ‘Skyrim no espaço’, que deveria ser melhor que o próprio Skyrim, já que este era um jogo antigo: mas, em vez disso, recebemos Starfield”, disse o desenvolvedor.

Na visão de Mahler, a tecnologia de assinaturas precisa de acordos sólidos com estúdios para incentivar a produção de grandes sucessos, e não apenas “conteúdo medíocre como uma fábrica”. Para ilustrar a fragilidade do modelo, ele comparou o serviço de assinatura a um sistema político: “É um pouco como o comunismo. Se as pessoas não tiverem um motivo convincente para colaborar e assinar, toda a estrutura simplesmente desmorona”.

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Imagem: Imagem ilustrativa

O executivo completou sua análise destacando que, assim como no comunismo, é preciso oferecer incentivos fortes para gerar produtividade e qualidade. Caso contrário, os jogadores não pagarão pelo serviço a menos que sejam “praticamente forçados” a experimentar títulos imperdíveis.

Desde o seu lançamento, o Game Pass vem sendo considerado estratégico para a Microsoft, mas enfrenta críticas quanto à consistência e ao impacto cultural dos jogos disponíveis no catálogo.

Com informações de Hardware

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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