A Prefeitura de São Paulo apresentou em 23 de junho a expansão do programa Smart Sampa com duas novidades: um aplicativo para consulta de placas de veículos e a avaliação de um helicóptero equipado com sistema de monitoramento aéreo. O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Nunes na capital paulista.
App Smart Sampa Cidadão
O novo aplicativo, chamado Smart Sampa Cidadão, permite que qualquer usuário fotografe a placa de carros e motocicletas para checar em tempo real se há registro de furto, roubo ou adulteração. Após a captura da imagem pelo celular, o sistema faz cruzamento automático com bancos de dados das forças de segurança.
Em caso de identificação de irregularidade, o app emite um alerta ao usuário e encaminha as informações para análise técnica. Somente com a confirmação dos dados, equipes da Guarda Civil Metropolitana podem ser acionadas para atendimento no local. Segundo a Prefeitura, nenhuma função de reconhecimento facial será utilizada pelo aplicativo, garantindo o anonimato da denúncia.
O desenvolvimento do Smart Sampa Cidadão não gerou custos adicionais aos cofres municipais, uma vez que o contrato original de operação do programa já previa a criação da ferramenta. A gestão reforça que o app não será empregado para fiscalizar rodízio de veículos ou verificar o pagamento de IPVA. Todas as etapas do projeto passaram por adequações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Infraestrutura e testes prévios
O Smart Sampa reúne atualmente câmeras de vigilância, leitura automatizada de placas e sistema de reconhecimento facial centralizado, que não está integrado ao aplicativo recém-lançado. Desde o início da operação, em novembro de 2024, a Prefeitura afirma ter localizado milhares de pessoas procuradas pela Justiça, realizado prisões em flagrante e colaborado na busca de desaparecidos.
Hoje, a rede de monitoramento conta com dezenas de milhares de equipamentos públicos e privados, com previsão de chegar a 100 mil câmeras até o fim de 2026. No entanto, testes independentes do jornal Estadão apontaram falhas na leitura de placas, com leituras divergentes para o mesmo registro. A Prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre esses resultados.

Imagem: Imagem ilustrativa
Helicóptero com reconhecimento aéreo
Paralelamente ao aplicativo, a administração municipal iniciou um período de avaliação operacional de um helicóptero equipado com câmera de alta resolução capaz de ler placas e realizar reconhecimento facial. O equipamento aéreo conta com alcance de até 40 quilômetros e dispõe de sensores de visão térmica e infravermelho, permitindo operações noturnas.
O uso da aeronave está previsto para apoio a ocorrências policiais, busca de suspeitos e ações conjuntas com outras forças de segurança. Além disso, o helicóptero pode auxiliar na identificação de focos de incêndio florestal e áreas de desmatamento. O custo mensal do aluguel, incluindo os sistemas embarcados, é de R$ 2 milhões. Como as atividades ainda estão em fase de testes técnicos, operacionais e financeiros, não há previsão de compra definitiva do equipamento.
As iniciativas fazem parte de uma estratégia para ampliar a vigilância urbana com apoio da tecnologia e da participação cidadã.
Com informações de Olhardigital


