O Ministério dos Transportes informou que o total de exames práticos de direção aplicados no país atingiu 2.280.021 entre janeiro e maio de 2026, marcando crescimento de 23,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.845.694 testes. Paralelamente, o número de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) emitidas para novos condutores alcançou o maior patamar da série histórica acompanhada pela pasta.
De acordo com os dados divulgados em 24 de junho, o aumento na demanda não provocou filas adicionais na etapa final do processo de habilitação. O levantamento também apontou que 2.343.393 cursos práticos foram concluídos no mesmo intervalo, cifra cerca de 20% superior àquela registrada nos cinco primeiros meses de 2025.
Na avaliação do órgão, as novas diretrizes para obtenção da primeira CNH têm sido determinantes para o crescimento, independentemente da unidade da federação em que o candidato se inscreve. Até maio, 1.138.190 motoristas receberam a primeira habilitação sob as regras atualizadas, o maior volume já alcançado para o período.
Redução de custos impulsiona procura
Uma das principais mudanças foi a eliminação da obrigatoriedade do curso teórico em autoescolas, medida que, segundo o Ministério, gerou economia de R$ 1,84 bilhão aos candidatos em todo o Brasil. Em estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o custo da etapa teórica chegava a R$ 1 mil por pessoa. Os valores totais para as aulas teóricas e práticas variavam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil antes da reformulação.
Conforme o levantamento oficial, mais da metade dos recursos economizados concentrou-se em seis das 27 unidades federativas, distribuindo de forma desigual a redução de custos entre os estados.
Padronização do exame prático
Outra alteração significativa foi a publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, que unificou critérios para aplicação das provas em todo o território nacional. A baliza deixou de ser requisito obrigatório, e a avaliação passou a adotar sistema de pontuação: faltas leves valem 1 ponto, médias 2, graves 4 e gravíssimas 6.

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O candidato é aprovado se a soma das penalizações não superar 10 pontos. Caso atinja esse limite, a reprovação é automática. Além disso, faltas que antes eliminavam o motorista imediatamente agora permitem a conclusão do exame, desde que o total de pontos não exceda o teto estabelecido.
Com essas mudanças, o processo de habilitação ganhou agilidade, padronização e custos reduzidos, refletindo na expansão do número de exames e na aceleração da emissão de novas CNHs.
Com informações de Olhardigital

