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Descubra meta investiga vazamento de dados de 45 mil registros em programa de ia que monitora funcionários

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A Meta iniciou uma apuração interna após identificar o vazamento de dados de cerca de 45 mil registros vinculados a um projeto de inteligência artificial que coleta informações dos computadores dos funcionários. Segundo comunicado sigiloso de segurança, os arquivos expostos contêm dados de digitação, cliques de mouse, imagens da tela, comandos enviados ao sistema de IA, comunicações privadas e avaliações de desempenho dos colaboradores.

O programa, implementado em abril deste ano nos Estados Unidos, tinha como objetivo treinar os modelos de IA a operar softwares de forma semelhante ao comportamento humano. A iniciativa envolvia a execução e gravação automática de atividades digitais nos terminais profissionais de empregados da empresa.

Em nota oficial, a porta-voz Tracy Clayton confirmou que a empresa está investigando o incidente para apurar eventuais falhas de segurança. Até o momento, não há indícios de que qualquer membro da equipe tenha acessado ilegalmente as informações registradas pelo sistema.

O episódio reacendeu preocupações internas já manifestadas por parte dos funcionários. No mês anterior, mais de 1.600 trabalhadores assinaram uma petição contra o monitoramento constante de suas estações de trabalho, alegando riscos de segurança, potenciais implicações legais e a possibilidade de divulgação não autorizada de dados sensíveis.

Alguns empregados sustentam que a captura de conteúdo de tela sem consentimento configura violação de privacidade e questionam a eficácia dos processos de segurança de dados adotados pela companhia, que não evitaram o incidente.

O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu publicamente que a implantação do programa não seguiu integralmente os padrões de privacidade definidos pela própria empresa. Ele afirmou que as conclusões da investigação serão compartilhadas com os colaboradores afetados.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Em resposta às críticas, a Meta ampliou as categorias de funcionários isentos do monitoramento e passou a permitir que o recurso seja desativado temporariamente quando atividades pessoais forem realizadas, como agendamento de consultas médicas. Ainda assim, há quem exija o encerramento definitivo do projeto.

Por sua vez, a liderança da companhia sustenta que a coleta de dados é indispensável para aprimorar a capacidade da IA de interagir com programas de computador. Especialistas internos alertam, porém, que o caso pode agravar o clima organizacional em um momento de profundas reestruturações e recentes demissões na empresa.

Com informações de Hardware

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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