A China enviou ao espaço neste domingo (24) a missão Shenzhou-23 rumo à estação orbital Tiangong, marcando o primeiro voo do programa chinês com duração prevista de um ano. Horário: 23h08 (Brasília UTC-3). Transmissão: Record.
O lançamento e a trajetória
O foguete Longa Marcha 2F decolou do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China. A contagem regressiva foi iniciada no final da tarde local, culminando com a partida exata às 23h08 (UTC-3 de Brasília). A bordo da cápsula estão três tripulantes designados para conduzir experimentos científicos em microgravidade e testar sistemas de suporte à vida em missões longas.
Composição da tripulação
A equipe é formada pelo comandante Zhu Yangzhu, 39 anos, engenheiro aeroespacial e veterano de missões anteriores; pela astronauta Li Jiaying, 43 anos, ex-integrante da força policial de Hong Kong e primeira representante do território semiautônomo em órbita; e por Zhang Zhiyuan, 39 anos, ex-piloto da Força Aérea Chinesa, estreante em voos espaciais.
Objetivos científicos e operação em órbita
Os astronautas realizarão pesquisas em física de fluidos, medicina espacial, ciência dos materiais e biologia. Um dos principais propósitos é monitorar os efeitos prolongados da microgravidade no corpo humano, como perda de densidade óssea, atrofia muscular, alterações no sono e impacto psicológico. Especialistas da Agência Espacial Tripulada da China (CMSA) avaliarão ao longo da missão qual dos tripulantes permanecerá por 12 meses na Tiangong, superando o atual recorde de seis meses consecutivos em órbita.
Contexto geopolítico e avanços do programa chinês
Excluída da Estação Espacial Internacional em 2011 por restrições americanas, a China investiu bilhões no desenvolvimento de sua própria base orbital. Desde então, alcançou marcos notáveis, como o primeiro pouso no lado oculto da Lua em 2019 e a missão bem-sucedida de um rover em Marte em 2021. A Shenzhou-23 faz parte de uma estratégia que visa apoiar futuras viagens tripuladas à Lua e a construção da Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS), com previsão de lançamento do primeiro módulo até 2035.
Imagem: Imagem ilustrativa
A missão também prepara terreno para o voo de teste em órbita da nova espaçonave Mengzhou, projetada para explorar o satélite natural da Terra nas próximas décadas.
Com informações de Olhardigital

