Uma equipe da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveu um material líquido que captura energia, armazena-a por longos períodos e a libera quando necessário, funcionando de forma semelhante a uma “bateria líquida”. O estudo foi publicado na revista Chem e apresenta um sistema único inspirado em processos de reorganização celular.
Material e funcionamento
Durante a carga, as moléculas se unem e formam filamentos microscópicos que, com o avanço do processo, se entrelaçam e transformam o líquido amarelo em um gel de coloração escura. Essa fase sólida mantém a energia acumulada por meses sem necessidade de alimentação contínua.
Para retornar ao estado original, basta expor o gel ao oxigênio do ar. Nesse momento, a estrutura se desfaz, o gel escuro desaparece e o material volta a ficar na forma líquida amarelada, pronto para um novo ciclo de carregamento.
Potenciais usos e desafios
Segundo o coordenador do projeto, o professor Samuel I. Stupp, um grama desse material poderia gerar carga suficiente para dispositivos de pequeno porte, como relógios inteligentes. Em escala maior, a expectativa é aplicar a tecnologia em eletrônicos flexíveis, sistemas de armazenamento de energia renovável e processos de descontaminação ambiental.

Imagem: Imagem ilustrativa
Apesar do desempenho promissor, os autores reconhecem que ainda há etapas de pesquisa e desenvolvimento antes do uso prático da tecnologia. O principal avanço demonstrado pelo estudo é a comprovação de que um material pode guardar energia reorganizando sua própria estrutura, sem depender de metais ou componentes sólidos típicos das baterias convencionais.
Com informações de Olhardigital


