Quem: Polícia Federal (PF)
O que: deflagração da Operação Ad Phishing para combater fraudes em anúncios online que simulam a identidade visual do Governo Federal e de instituições públicas.
Quando: quarta-feira, 1º de julho
Onde: mandados cumpridos em Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, autorizados pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.
Desdobramentos da investigação
Durante a fase preliminar das apurações, a PF identificou 1.770 anúncios fraudulentos veiculados em redes sociais e sites de busca. Em sua maioria, esses conteúdos apresentavam logotipos, cores e layouts associados a órgãos governamentais, redirecionando usuários a páginas falsas.
As ofertas enganosas envolviam supostos benefícios do INSS, concursos públicos e até campanhas do SUS, com o objetivo de captar dados pessoais sensíveis, como número de documentos e imagens de documentos oficiais. Em alguns casos, as vítimas eram induzidas a efetuar pagamentos de taxas, multas ou tributos inexistentes.
Cumprimento de mandados e possíveis acusações
No total, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos envolvidos na criação e veiculação dos anúncios. As ordens judiciais resultaram na coleta de equipamentos eletrônicos e documentos digitais que deverão auxiliar na identificação dos responsáveis pela operação.

Imagem: Imagem ilustrativa
Os investigados poderão responder por crimes como estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Além disso, poderão ser acusados pelo uso indevido de símbolos e elementos visuais que remetem a órgãos públicos.
Uso de inteligência artificial
Segundo a PF, parte dos anúncios foi gerada com auxílio de ferramentas de inteligência artificial, o que teria facilitado a produção em larga escala de peças gráficas e textos com aparência oficial. A prática dificultava a rápida identificação do caráter fraudulento das páginas.
A investigação segue em andamento, e a Polícia Federal afirma que continuará monitorando a internet em busca de novos esquemas que explorem indevidamente a credibilidade de instituições públicas.
Com informações de Tecnoblog



