O Hospital de Jersey, localizado no Reino Unido, iniciou um ensaio clínico que emprega o Oura Ring 4 como ferramenta de monitoramento remoto da frequência cardíaca em pacientes com suspeita de Preserved Ejection Fraction (HFpEF). A pesquisa tem como objetivo identificar precocemente alterações nos batimentos e na função do coração que possam indicar rigidez nos músculos cardíacos, dificultando o bombeamento adequado do sangue.
Na prática, o anel inteligente da Oura oferece uma forma não invasiva de coletar dados vitais, registrando não apenas a frequência cardíaca em repouso e em diferentes níveis de atividade, mas também a variabilidade dos batimentos e a frequência respiratória. Esses parâmetros são essenciais para reconhecer manifestações iniciais de HFpEF, condição que compromete a eficiência circulatória e pode evoluir para insuficiência cardíaca.
Para complementar o uso do Oura Ring 4, os pesquisadores acoplaram um sensor hospitalar de movimento chamado SENS Motion à coxa de cada voluntário. Fixado com um adesivo, esse equipamento de grau clínico monitora padrões de atividade física e a qualidade do sono em tempo real, entregando um panorama completo do estilo de vida e das respostas fisiológicas individuais.
A escolha pelo anel inteligente justifica-se pela facilidade de uso e pela capacidade de transmissão contínua de dados, o que possibilita acompanhamento a distância sem ocasionar desconforto ou interromper a rotina diária do paciente. As informações coletadas são enviadas para uma plataforma segura, onde médicos e pesquisadores podem analisar tendências e estabelecer correlações entre atividade física, variações nos sinais vitais e sintomas de HFpEF.
O ensaio clínico ainda está em fase inicial, mas a expectativa da equipe médica é validar o Oura Ring 4 como um dispositivo complementar no diagnóstico precoce e no acompanhamento de pacientes com risco de doenças cardíacas. Caso os resultados se mostrem promissores, a meta é ampliar o uso da tecnologia em outras unidades de saúde no Reino Unido e, futuramente, em centros clínicos internacionais.

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Com a inovação, o Hospital de Jersey busca aliar tecnologia vestível e monitoramento hospitalar para aprimorar a detecção e o manejo de condições cardíacas complexas, elevando o padrão de cuidado sem aumentar a carga de exames invasivos.
Com informações de Tudocelular

