A fabricante canadense Dbrand teve o lançamento de sua case em formato de Companion Cube para o Steam Machine interrompido por determinação da Valve. Os engenheiros da empresa investiram mais de mil horas no desenvolvimento do produto antes de receberem a notificação de proibição por parte da controladora da plataforma Steam.
O projeto passou por diversas fases de prototipagem, incluindo a criação de múltiplos moldes de injeção de plástico e ajustes de design até chegar à versão final. Além disso, a Dbrand chegou a alugar um campus universitário inteiro para a gravação do material de divulgação, que chegou a ficar disponível para pré-venda mesmo com o risco financeiro evidente.
Apesar do entusiasmo inicial, cada unidade da case Companion Cube estava sendo vendida a preço abaixo do custo de produção. A empresa atribuiu esse modelo de precificação à estratégia de consolidação de marca, mas não chegou a buscar autorização formal junto à Valve antes de abrir as vendas.
Após a liberação da pré-venda, a Valve agiu rapidamente ao identificar o uso não licenciado da marca Companion Cube, personagem icônico do jogo Portal. Em comunicado oficial, a editora negou qualquer autorização para que terceiros comercializassem produtos baseados em seus direitos autorais, obrigando a Dbrand a interromper imediatamente as vendas.
Em busca de uma solução de última hora, a Dbrand tentou negociar uma licença de uso com a Valve, mas teve o pedido recusado. A companhia canadense reconheceu a decisão da Valve como juridicamente correta, embora tenha lamentado a desistência do consumidor interessado no acessório.
Com o cancelamento, o gabinete deixou de figurar no catálogo de acessórios da Dbrand. No lugar da página de vendas, a empresa disponibilizou um formulário online informando que a Valve prepara skins oficiais para o Steam Machine, ainda em desenvolvimento, e convidando os interessados a cadastrarem seus e-mails para futuras notificações.

Imagem: Imagem ilustrativa
O case Companion Cube ocupava a segunda posição no ranking de produtos mais populares da Dbrand, atrás apenas das skins para consoles portáteis. A expectativa era de ampliar a linha de acessórios voltados a gamers de PC antes do fim do ano.
O episódio reforça a necessidade de acordos formais para o uso de propriedades intelectuais, sobretudo em mercados onde licenciamento e direitos autorais são rigorosamente fiscalizados.
Com informações de Hardware



