A Sarla Aviation alcançou nesta semana um marco na aviação elétrica ao finalizar os testes de voo integrados do Sylla 1.0, demonstrador em escala reduzida de seu futuro veículo eVTOL. Com peso aproximado de 700 kg, a aeronave se tornou o primeiro exemplar na Índia a executar decolagem vertical e comprovar um sistema de asa com propulsão distribuída.
Do projeto ao primeiro voo em menos de um ano
O Sylla 1.0 partiu da prancheta até o campo de testes em menos de 12 meses, cumprindo todo o cronograma com um orçamento de US$ 13 milhões (R$ 67,4 milhões). Sua envergadura atinge 7,5 metros e a arquitetura de propulsão opera em 400 volts. Durante as avaliações, foram verificados o desempenho do sistema elétrico, a distribuição da propulsão, os algoritmos de controle de voo, a integridade estrutural e o trem de pouso.
Na próxima fase, o demonstrador passará por ensaios destinados a avaliar a transição entre o voo pairado e o voo sustentado pelas asas, etapa fundamental para demonstrar a viabilidade operacional de um táxi aéreo.
Plano para o eVTOL Shunya
O Sylla 1.0 representa metade da escala do Shunya, aeronave que a Sarla Aviation pretende lançar como o táxi aéreo mais econômico do mercado. Liderada por especialistas com passagens por Lilium, Volocopter, Wisk, Beta e Joby Aviation, a equipe projeta o Shunya para operar com um piloto e até seis passageiros com bagagem leve, ou em configuração mais luxuosa para quatro ocupantes.
Também haverá versão de carga capaz de transportar até 680 kg. O modelo contará com sete unidades de propulsão, baterias duplas isoladas e um tanque para combustível de aviação sustentável (SAF), oferecendo autonomia híbrida de até 800 km. A velocidade máxima estimada é de 250 km/h, o que facilitaria deslocamentos rápidos entre aeroportos e centros urbanos.

Imagem: Imagem ilustrativa
Concorrência e desafios regulatórios
A Sarla Aviation entra em um mercado competitivo, disputado por gigantes como Joby, Archer, Vertical Aerospace e SkyDrive, além de chinesas como eHang e TCab Tech. No âmbito nacional, a The ePlane Company já apresentou o PT-01, protótipo em escala real, e a BluJ Aerospace também investe em veículos elétricos de decolagem vertical.
Antes de iniciar operações comerciais, as empresas precisarão negociar com órgãos reguladores indianos autorizações para testes públicos, licenças de operação e a definição de áreas de pouso em aeroportos e terminais estratégicos das principais cidades.
Com informações de Olhardigital



