Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine anunciou a descoberta de um novo exoplaneta rochoso com características que o tornam potencialmente favorável à vida. Batizado de GJ 3378b, o corpo celeste está localizado a aproximadamente 25 anos-luz de distância do Sistema Solar e apresenta massa e órbita compatíveis com a zona de habitabilidade de sua estrela-mãe.
O trabalho foi publicado em 30 de junho no periódico The Astrophysical Journal e liderado pelo astrônomo Paul Robertson. Para chegar aos resultados, os cientistas utilizaram dois instrumentos diferentes, realizando medições de alta precisão que permitiram determinar a natureza rochosa de GJ 3378b e confirmar seu período orbital.
GJ 3378b orbita uma estrela do tipo anã vermelha, situada na constelação de Camelopardalis. Essa classe de estrela é conhecida por emitir menor quantidade de luz e radiação em comparação ao Sol, o que pode favorecer a manutenção de temperaturas moderadas em planetas suficientemente próximos.
Anteriormente, em 2024, uma equipe de pesquisadores franceses já havia identificado o mesmo objeto por meio do Telescópio Canadá-França-Havaí (CFHT). Naquela ocasião, os dados disponíveis sugeriam a existência de um planeta gasoso com masa equivalente a 5,26 vezes a massa da Terra e um período de translação de cerca de 25 dias.
Com o uso combinado dos dois telescópios na pesquisa mais recente, os astrônomos da UC Irvine refinaram essas estimativas e passaram a classificar GJ 3378b como um mundo rochoso. A confirmação de sua composição e localização na zona de habitabilidade reacende as expectativas de encontrar condições adequadas para a presença de água líquida e, consequentemente, para formas de vida fora do Sistema Solar.

Imagem: Imagem ilustrativa
Os próximos passos incluem observações adicionais para avaliar a atmosfera de GJ 3378b e investigar a possibilidade de presença de gases que indiquem processos biológicos ou geológicos ativos. Caso haja detecção de compostos como vapor de água ou dióxido de carbono, o exoplaneta ganhará ainda mais destaque nos estudos de astrobiologia.
Com informações de Tudocelular
