Um relatório de Ming-Chi Kuo, analista especializado na cadeia de suprimentos da Apple, indica que o iPhone Ultra, primeiro aparelho dobrável da empresa, terá produção restrita no segundo semestre de 2026 e só chegará em grande volume às lojas nos últimos três meses do ano.
Projeção de produção e prazo de entrega
De acordo com conversas de Kuo com fornecedores, a Apple deverá fabricar entre 7 milhões e 8 milhões de unidades do iPhone Ultra ao longo de todo o segundo semestre de 2026. No terceiro trimestre, apenas de 500 mil a 1 milhão de aparelhos deverão ficar disponíveis, o que equivale a cerca de 10% do total previsto. Em comparação, os modelos iPhone 18 Pro e Pro Max devem somar de 20 milhões a 22 milhões de unidades produzidas no mesmo período.
O analista também relata que, com base em contatos com operadoras e revendedores, a pré-venda do iPhone Ultra pode esgotar rapidamente, fazendo com que os prazos de entrega ultrapassem seis semanas e se mantenham elevados até dezembro. A expectativa do mercado é de forte demanda, mesmo com preços de tabela estimados entre US$ 2.300 e US$ 2.500 (aproximadamente R$ 11.800 a R$ 12.900 na conversão direta), e Kuo não descarta valores ainda maiores.
Segundo ele, a combinação de oferta inicial limitada, design diferenciado e experiência inovadora pode gerar ágio de revenda de 50% a 100% acima do preço oficial nos primeiros meses.
Semelhanças com o lançamento do iPhone X
No texto, Kuo compara o cenário atual ao lançamento do iPhone X, anunciado em 12 de setembro de 2017. Naquela ocasião, o modelo comemorativo de dez anos teve pré-venda iniciada em 27 de outubro e só foi colocado à venda em 3 de novembro, enquanto os iPhone 8 e 8 Plus chegaram ao mercado em 15 e 22 de setembro, respectivamente. As limitações de estoque foram atribuídas à complexidade de produção das telas OLED e do sistema de câmeras TrueDepth, elementos inéditos para a Apple na época.

Imagem: Imagem ilustrativa
Da mesma forma, o iPhone Ultra, primeiro dobrável da marca, deverá enfrentar desafios semelhantes até que a produção se estabilize. O analista defende que a melhor janela para medir a demanda real pelo dispositivo será entre o fim de 2026 e o primeiro trimestre de 2027, quando a oferta deve se tornar mais constante e o impacto do lançamento inicial diminuir naturalmente.
Com informações de Tecnoblog

