Durante o Simpósio Internacional de Semicondutores em Xangai, a Huawei anunciou um avanço em sua linha de processadores Kirin que promete desafiar a Lei de Moore. A empresa apresentou o Tau Scaling Law, ou Lei de Expansão Tau, um método de fabricação que prioriza o empilhamento de circuitos em camadas para otimizar o desempenho sem reduzir apenas o tamanho dos transistores.
Nova abordagem de fabricação
Segundo a fabricante, a arquitetura baseada no Tau Scaling Law permitirá encurtar as conexões internas dos chips por meio da tecnologia LogicFolding. Com isso, os futuros Kirin para smartphones, programados para estrear ainda em 2024, terão fiação interna mais compacta, resultando em maior eficiência energética e ganho de velocidade de processamento.
A meta da Huawei é atingir, até 2031, uma densidade de transistores comparável ao processo de 1,4 nanômetro, mesmo sem acesso aos sistemas avançados de fotolitografia da ASML, alvo de embargos dos Estados Unidos desde 2019. Esse bloqueio também impede o uso de softwares e componentes de fornecedores internacionais, forçando a companhia a buscar alternativas de engenharia para manter sua competitividade.
Desafios e cronograma
He Tingbo, presidente da divisão de semicondutores da Huawei, reconheceu os desafios técnicos, como o controle de temperatura e a necessidade de novas ferramentas de produção específicas para o padrão Tau. Ainda assim, ele afirmou que foram encontradas “soluções muito boas” e garantiu: “Nos próximos 10 anos, nossas respostas em computação móvel e em IA serão altamente competitivas”.
A fabricante também planeja expandir a arquitetura Tau para sua linha Ascend, voltada a aplicações de inteligência artificial, e para chips de data centers até 2030. A extensão para IA envolve o uso em sistemas como o DeepSeek V4, lançado recentemente por uma startup chinesa.
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Reconhecimento do mercado
O progresso da Huawei no setor de IA chamou a atenção de concorrentes. Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou que as restrições comerciais de Washington contribuíram para que a Huawei dominasse cerca de 41% do mercado chinês de chips de inteligência artificial.
Com o desenvolvimento do Tau Scaling Law, a Huawei busca contornar limitações tecnológicas e reforçar sua posição global no segmento de semicondutores.
Com informações de Tecnoblog
