A DeepSeek, startup chinesa de inteligência artificial, anunciou nesta terça-feira (07/07) o desenvolvimento de seu primeiro chip dedicado à inferência de modelos de IA. A iniciativa, revelada pela Reuters, busca reduzir a dependência de fornecedores externos, como Nvidia e Huawei, e driblar as restrições de exportação de tecnologia impostas pelos Estados Unidos.
Dependência de fornecedores e sanções
Até o fim de 2023, a DeepSeek utilizava o chip H800 da Nvidia na fase inicial de seu modelo R1, voltado para raciocínio de baixo custo. Porém, o governo dos EUA proibiu a exportação dessa versão para o mercado chinês, fazendo com que a empresa migrasse parte de sua operação para a infraestrutura de GPUs da Huawei.
Produção em larga escala e parcerias
Para viabilizar a fabricação em escala, a DeepSeek iniciou negociações com fabricantes de memória e outros fornecedores de semicondutores. A estratégia visa garantir uma cadeia de suprimentos local, reduzir custos de produção e otimizar o consumo de energia em comparação com GPUs genéricas.
Captação de recursos e cenário de mercado
A companhia abriu seu primeiro processo de captação de investimentos, com a meta de arrecadar US$ 7 bilhões (R$ 36 bilhões). Caso atinja esse valor, a avaliação de mercado da startup pode chegar a US$ 59 bilhões (R$ 304 bilhões). O setor de chips de IA na China está estimado em US$ 50 bilhões (R$ 258 bilhões).

Imagem: Imagem ilustrativa
O movimento da DeepSeek acompanha a tendência de empresas de tecnologia que buscam criar soluções próprias de hardware. Recentemente, a OpenAI apresentou o Jalapeño, seu primeiro chip de inferência, desenvolvido em parceria com a Broadcom, reforçando a corrida global por semicondutores sob medida.
Com informações de Tecnoblog


