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Ex-chefe da NASA critica complexidade do programa Artemis para retorno lunar

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O ex-administrador da NASA Jim Bridenstine levantou dúvidas sobre a arquitetura adotada no programa Artemis, que planeja levar astronautas de volta à Lua em 2028. A declaração foi feita em 12 de junho, durante participação no podcast This Week in Space, produzido pelo site Space.com e apresentado por Tariq Malik e Rod Pyle.

Bridenstine, que chefiou a agência espacial americana entre 2018 e 2021, apontou que o cronograma estabelecido para a missão Artemis 4 pode ser afetado pelo estágio atual de desenvolvimento dos módulos lunares. Os veículos contratados — o Starship, da SpaceX, e o Blue Moon, da Blue Origin — ainda precisam passar por uma série de testes e processos de certificação antes de receber aprovação para transporte de tripulação.

Complexidade operacional inspira alertas

Em sua análise, o ex-chefe da NASA comparou o atual programa Artemis às missões Apollo, realizadas entre 1969 e 1972. Na visão de Bridenstine, a simplicidade do modelo Apollo, que empregava um único lançamento do foguete Saturn V para transportar o módulo de descida até a superfície lunar, foi crucial para o sucesso rápido da primeira pousada.

Por outro lado, a Artemis exige múltiplos lançamentos independentes: um para a cápsula Orion e outros para os módulos de pouso. Depois de depositarem cargas em órbita terrestre, esses veículos terão de realizar operações de encontro e acoplamento antes de seguir para a Lua. Além disso, será necessário reabastecer o Starship e o Blue Moon em voo, o que, segundo relatório da própria NASA, pode demandar pelo menos 15 lançamentos extras apenas para completar o suprimento de combustível.

A missão Artemis 3, prevista como ensaio antes do pouso definitivo em 2028, deverá testar essa integração em órbita baixa da Terra. Nessa fase, astronautas farão acoplamentos e manobras de encontro com ambos os módulos durante cerca de duas semanas. O desempenho observado nessas operações deverá orientar eventuais ajustes nos contratos e no cronograma do programa lunar.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Bridenstine ressaltou que a prioridade deve ser reduzir o tempo de desenvolvimento do pousador. “O que quer que seja necessário para construir um pousador o mais rápido possível é o que deveríamos estar fazendo como país”, afirmou, indicando que a complexidade atual pode colocar em risco o objetivo de retornar à Lua dentro do prazo estabelecido.

O debate ocorre em meio a atrasos já identificados no desenvolvimento do Starship, o que levou a NASA a avaliar possíveis alterações no contrato do módulo destinado à Artemis 3. A agência ainda não definiu o número exato de voos de reabastecimento para cada veículo nem o cronograma detalhado dos testes finais, mantendo o calendário de 2028 sob pressão.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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