A Força Espacial dos Estados Unidos incorporou recentemente ao seu arsenal o sistema Meadowlands, projetado para interromper temporariamente as comunicações de satélites adversários sem causar danos permanentes aos equipamentos em órbita. Desenvolvido pela L3Harris Technologies, o dispositivo atua por meio de guerra eletromagnética, bloqueando ou degradando sinais enviados ou recebidos por plataformas espaciais inimigas.
O Meadowlands pode ser transportado por veículos terrestres ou aeronaves de carga, o que permite sua instalação em pontos estratégicos conforme as necessidades operacionais. Segundo documentos oficiais, o orçamento previsto para a aquisição, operação e treinamento de equipes especializadas com o sistema atingirá US$ 460 milhões no ano fiscal de 2027.
Sistema reforça controle do espectro eletromagnético
O novo equipamento integra a estratégia da Força Espacial dos EUA de dominar o domínio eletromagnético, essencial para operações militares modernas que dependem de redes de comunicação, vigilância e troca de dados por satélite. Diferente de mísseis ou armas cinéticas, o Meadowlands utiliza interferência eletrônica para interromper transmissões, com efeitos reversíveis, de acordo com a própria corporação.
Em imagens divulgadas pela instituição, uma grande antena montada sobre um chassi móvel indica a capacidade de deslocamento rápido entre diferentes áreas de operação. Essa mobilidade visa adaptar a presença do sistema às demandas de eventuais cenários de conflito envolvendo ativos espaciais.
O desenvolvimento do Meadowlands faz parte de um programa maior, iniciado em 2019, voltado à preparação para enfrentamentos que envolvam satélites e outros recursos em órbita. Para o coronel Angelo Fernandez, comandante da unidade Mission Delta 3, responsável por ações de guerra eletromagnética espacial, “o investimento contínuo da Força Espacial dos EUA em sistemas de guerra eletromagnética, software e treinamento avançado é essencial para a guerra moderna”.

Imagem: Imagem ilustrativa
A instituição também relaciona o uso de capacidades eletromagnéticas à operação Midnight Hammer, conduzida em junho de 2025 contra instalações nucleares no Irã, quando teria sido criada uma “zona de silêncio” para dificultar comunicações adversárias. Em abril de 2026, durante o Space Symposium, o general Chance Saltzman, chefe de operações espaciais, afirmou que especialistas em guerra eletrônica participaram do planejamento e da execução da operação Epic Fury.
A expansão dessas tecnologias reflete o reconhecimento da importância dos satélites em atividades de comunicação, monitoramento e compartilhamento de informações, destacando a interferência como ferramenta estratégica em conflitos atuais.
Com informações de Olhardigital



