Transmissão: Record | Max
Um estudo da Counterpoint Research divulgado nesta semana revela que o custo de fabricação do iPhone 18 Pro Max pode subir até US$ 300 em relação ao iPhone 17 Pro Max, mas, mesmo com reajuste de preço, a Apple deve registrar margem bruta inferior à da geração anterior.
Subida do custo de produção
Segundo a consultoria, a lista de componentes do modelo topo de linha com 12 GB de RAM e 1 TB de armazenamento deve ultrapassar US$ 800, ante cerca de US$ 500 do iPhone 17 Pro Max equivalente. A alta nos preços de memória e armazenamento é a principal responsável por esse aumento, provocado pela forte demanda de empresas de inteligência artificial por módulos de DRAM em data centers.
Repasses e impacto na margem
A Counterpoint projeta que a Apple precisará repassar parte do incremento de custos ao consumidor. Mesmo assim, estima-se que a margem bruta do iPhone 18 Pro Max fique levemente abaixo da observada no iPhone 17 Pro Max, mesmo com reajuste médio de US$ 200 no preço de varejo. Para equilibrar a rentabilidade, a Apple pode aplicar aumentos distintos por faixa de armazenamento, priorizando reajustes mais modestos nas versões de entrada e cobranças maiores nas de 512 GB e 1 TB.
Na prática, o iPhone 18 Pro pode chegar ao mercado por volta de US$ 1.399 (aproximadamente R$ 7.205, sem impostos), enquanto o Pro Max deve ficar ao menos US$ 100 acima.
Mercado e concorrência
A pressão de custos afeta toda a indústria de smartphones. A Samsung, por exemplo, reajustou preços da linha Galaxy S26 e eliminou a versão de 128 GB, iniciando o portfólio em 256 GB. Xiaomi e outras fabricantes também elevaram valores devido ao encarecimento de memória.

Imagem: Imagem ilustrativa
A Apple, no entanto, conta com a fidelização ao ecossistema iOS e iCloud, o que reduz a sensibilidade do consumidor a aumentos de preço, conferindo maior liberdade para repassar custos sem perda expressiva de clientes.
O que a Apple entrega em troca
Para sustentar o valor mais alto, o iPhone 18 Pro Max deve trazer o novo chip A20 Pro fabricado em processo de 2 nm, uma Ilha Dinâmica reduzida, câmera com abertura variável e a maior bateria já empregada em um iPhone. A apresentação oficial está prevista para setembro de 2026, ao lado do primeiro iPhone dobrável da marca.
Mesmo com margem por unidade menor, a gigante de Cupertino aposta em alto volume de vendas e na receita recorrente de serviços para manter a rentabilidade global.
Com informações de Mundoconectado

