Em 9 de julho de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União a Instrução Normativa nº 454, que obriga fabricantes a revisar a composição das vacinas contra a Covid-19. A exigência passa a valer imediatamente para todos os lotes produzidos no país, com foco em combater as variantes mais recentes do vírus.
O que estabelece a nova normativa
Segundo o texto, os imunizantes deverão ser monovalentes, ou seja, projetados para atuar especificamente contra uma única cepa do SARS-CoV-2. Os antígenos incluídos devem visar a linhagem LP.8.1 ou derivados da cepa JN.1, como as subvariantes XFG e NB.1.8.1. A medida visa garantir que a resposta imunológica gerada pelas vacinas esteja alinhada às mutações em circulação no território nacional.
Prazo para uso dos estoques antigos
Embora a Anvisa recomende a atualização dos lotes, os estoques existentes não precisam ser descartados imediatamente. Fica autorizada a utilização das vacinas antigas por até nove meses após a aprovação da nova formulação de cada fabricante, permitindo uma transição gradual sem desperdício de doses.
Por que a atualização é necessária
O coronavírus apresenta mutações constantes que podem reduzir a eficácia de imunizantes defasados, fenômeno semelhante ao observado nas vacinas contra a gripe. A reformulação não anula o efeito das doses anteriores, mas potencializa a defesa do organismo, assegurando maior proteção diante das alterações genéticas do vírus.
Como será o processo de aprovação
As indústrias farmacêuticas devem protocolar um pedido de modificação de fórmula junto à Anvisa, incluindo informações sobre o processo produtivo, controle de qualidade, testes laboratoriais e, se necessário, dados adicionais de segurança e eficácia. A agência adotará critérios internacionais e o histórico de segurança de cada plataforma vacinal para acelerar a análise, sem exigir a repetição integral das fases de testes.

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Impacto na vigilância genômica e na imunização contínua
Com a decisão, o Brasil consolida um modelo de vigilância genômica e de atualização permanente das vacinas, similar ao sistema adotado em programas de vacinação contra a influenza. O objetivo é que o Sistema Único de Saúde (SUS) e a rede privada distribuam versões atualizadas dos imunizantes, mantendo a população protegida contra as ameaças do momento.
Com informações de Olhardigital


