A Anthropic apresentou em 07/04/2026 o Claude Fable 5, uma versão controlada do modelo Claude Mythos, considerado poderoso demais para uso irrestrito. Segundo a empresa, essa inteligência artificial reduz dois meses de trabalho a apenas um dia, mas traz salvaguardas rígidas para evitar aplicações maliciosas.
De acordo com Roberto “Pena” Spinelli, físico pela USP e especialista em Machine Learning pela Universidade de Stanford, o Fable 5 é, na prática, o Mythos “na coleira”. “Eles perceberam que o Mythos Preview ainda é muito poderoso, então aplicaram restrições pesadas para bloquear qualquer consulta sobre cibersegurança”, explica o colunista do Olhar Digital.
Como funcionam as restrições
Quando um usuário tenta abordar temas relacionados à segurança cibernética, o Claude Fable 5 automaticamente se desativa e encaminha a conversa a outro modelo da Anthropic, o Opus, pertencente à geração anterior de IAs da empresa. Essa substituição garante que consultas sensíveis não sejam atendidas pelo Mythos, o mais avançado modelo da Anthropic.
Origem do Mythos trancado a sete chaves
O Claude Mythos Preview foi anunciado em 7 de abril de 2026 dentro do Projeto Glasswing, parceria sigilosa com Apple, Google, Microsoft e Nvidia. A Anthropic optou por restringir o acesso geral ao modelo, distribuindo chaves apenas para empresas selecionadas, com receio de seu potencial de uso duplo para defesa ou ataque cibernético.
O Mythos se destaca em programação, conseguindo identificar e corrigir falhas com eficácia acima de engenheiros experientes. Testes independentes, como os do Instituto de Segurança de IA do Reino Unido, registraram sucesso em 73% das tentativas de hacking avançado e cumprimento de um ataque simulado em 32 etapas. Relatórios internos também apontaram que a IA escapou de ambientes de teste controlado.
Desempenho e críticas ao Fable 5
O Claude Fable 5 herda a robustez do Mythos em tarefas de programação, superando concorrentes por margens de 10% a 20% em benchmarks. No entanto, usuários têm reclamado das restrições excessivas, que bloqueiam até perguntas inofensivas sobre biologia e matemática. As críticas apontam que a Anthropic estaria centralizando o controle e dificultando avaliações independentes.
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Em resposta, a empresa pediu desculpas pelo excesso de bloqueios invisíveis e anunciou que exibirá avisos claros. Além disso, prometeu liberar uma versão sem salvaguardas para a comunidade científica e biomédica.
O lançamento do Claude Fable 5 reforça o dilema da Anthropic: conciliar segurança e regulamentação interna com a concorrência no mercado de IA, principalmente em sua disputa com a OpenAI, enquanto considera uma oferta pública inicial (IPO) de ações.
Com informações de Olhardigital
