Às 1h24 (horário de Brasília), usuários de celulares no Rio de Janeiro receberam uma notificação de “Alerta Extremo” contendo apenas a palavra “misantropia”. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que essa mensagem não foi enviada pelas autoridades responsáveis pelo sistema de alertas à população, o que afasta qualquer risco iminente para a sociedade.
De acordo com nota oficial da Anatel, o serviço de Cell Broadcast, tecnologia usada para comunicar emergências, opera a partir de uma plataforma específica da Defesa Civil. As operadoras de telefonia têm a função de retransmitir esses avisos nas áreas geográficas definidas pelos órgãos de segurança e proteção civil.
A agência ressaltou ainda o papel estratégico do Cell Broadcast como um recurso crucial na prevenção e no gerenciamento de desastres, tendo como principal objetivo a salvaguarda de vidas e a orientação rápida da população em situações de perigo.
Defesa Civil interrompe sistema após possível invasão
Por volta de 1h30, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Senapdec) desligou a plataforma “Defesa Civil Alerta” após identificar atividade não autorizada que resultou no envio da mensagem. Segundo o órgão, o disparo foi realizado remotamente por um agente externo ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, configurando um provável ataque hacker.
O alerta transmitido classificou-se como “Alerta Extremo” e incluiu o termo “misantropia”, que significa aversão ou ódio à humanidade. A Senapdec acionou a Polícia Federal para investigar o incidente e trabalha na restauração do sistema assim que forem implementadas medidas de segurança adicionais.

Imagem: Ap
Vale lembrar que o Cell Broadcast foi oficialmente ativado em maio de 2024, após cerca de dois anos de desenvolvimento e testes em parceria com operadoras e órgãos de defesa civil. A tecnologia permite o envio de mensagens simultâneas a milhares de aparelhos em regiões específicas, sem depender de redes de dados móveis.
As autoridades mantêm as investigações em curso para identificar responsáveis e reforçar a proteção da plataforma de alertas, garantindo a confiabilidade do sistema e evitando novas ocorrências desse tipo.
Com informações de Tecnoblog

