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Cães são treinados na Ufes para detectar câncer e outras doenças pelo olfato

Co farejando amostras que podem trazer sinais de doenas
Publicado por Robson Lemes em 10 de junho de 2026 às 10:27.

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) iniciou um estudo pioneiro no Brasil para avaliar a capacidade de cães em identificar sinais de câncer, tuberculose e esquistossomose por meio do olfato. Batizado como projeto “Xero”, o trabalho é realizado pelo Núcleo de Doenças Infecciosas da Ufes e tem duração prevista de quatro anos.

Como funciona o treinamento

As sessões de adestramento ocorrem no Centro de Ciências da Saúde, campus de Maruípe, em Vitória. Cada cão participa de encontros de uma a duas horas, uma ou duas vezes por semana, mediante inscrição voluntária dos tutores. A metodologia baseia-se no reforço positivo: ao indicar corretamente uma amostra com odor associado à doença, o animal recebe imediatamente uma recompensa alimentar.

“Quando o cão estiver frente a uma amostra positiva, vai cair automaticamente um dispensador de comida que ele goste e ele vai ter essa recompensa. Então, ele vai começar a associar que, toda vez que ele detectar aquele cheiro, ele ganha comida. E esse é o treinamento”, explica o professor Carlos Graeff, do Departamento de Patologia da Ufes.

Estrutura e segurança das amostras

As amostras biológicas — retiradas do ar, da urina ou de outros materiais — são mantidas em recipientes selados e submetidas a sistemas de filtragem. O acesso humano é minimizado graças a um carrossel mecânico desenvolvido pelo professor Tim Edwards, da Universidade de Waikato (Nova Zelândia), que apresenta as amostras de forma automatizada.

Todo o processo é acompanhado por câmeras, com o objetivo de reduzir interferências e garantir maior precisão nos resultados. O médico-veterinário Gustavo Jantorno, especializado em treinar cães para a Receita Federal e o Ministério da Agricultura, supervisiona as atividades.

Resultados e parceria internacional

Pesquisas semelhantes na Nova Zelândia registraram índices de acerto superiores a 90%, e a equipe da Ufes espera obter desempenho equivalente. Conforme Graeff, “os cães que têm melhor desempenho chegam a ter mais de 90% de acerto. Isso é fantástico.” A proposta é contribuir para um diagnóstico precoce mais acessível, especialmente onde exames laboratoriais são escassos.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Inscrições e perfil dos cães

Qualquer cão, de raça ou sem raça definida, pode participar do projeto. Contudo, animais que demonstram entusiasmo por brincadeiras e alta motivação alimentar tendem a obter melhor desempenho. Os interessados devem entrar em contato pelo WhatsApp (51) 99981-8599, pelo e-mail caes.cancer@gmail.com ou pelo perfil @caes.cancer no Instagram.

O projeto Xero visa, ao longo dos próximos anos, validar o faro canino como instrumento auxiliar no diagnóstico de doenças, agregando uma nova ferramenta à medicina preventiva.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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