O calor intenso que atinge a Europa tem provocado mais de 1,3 mil mortes e afetado 150 milhões de habitantes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O fenômeno está associado ao padrão atmosférico chamado “bloqueio ômega”, que mantém a massa de ar quente estagnada sobre o continente, sobrecarregando sistemas de saúde, infraestrutura energética e tecnológica.
Usinas e ferrovias sob pressão
Na Hungria, a usina nuclear de Paks foi obrigada a reduzir sua geração de eletricidade porque a temperatura da água do rio Danúbio subiu a níveis que comprometem o resfriamento dos reatores. Na Alemanha, onde o termômetro chegou a 41,5°C — marca histórica —, as companhias ferroviárias cancelaram diversas viagens para evitar o risco de deformação dos trilhos de aço. Em rodovias, o calor causou fissuras no asfalto, forçando intervenções emergenciais.
Recordes de temperatura e impacto econômico
Especialistas apontam que este é o pior episódio de calor já registrado na Europa. Países como França (acima de 40°C), República Tcheca (40,8°C), Suíça (39°C) e Dinamarca (37°C) tiveram marcas inéditas. Estudos da seguradora Allianz mostram que temperaturas acima de 30°C reduzem a produtividade laboral, elevam os custos com ar-condicionado e refrigeração de equipamentos, e aumentam afastamentos por problemas de saúde.
De acordo com a Allianz, se ondas de calor dessa intensidade se tornarem frequentes, a economia alemã pode registrar perdas de até US$ 131 bilhões entre 2026 e 2030. Diante desse cenário, a OMS defende medidas de prevenção e o fortalecimento dos serviços públicos para mitigar os efeitos.

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Em suma, o calor extremo deixou de ser um episódio isolado e passou a representar um desafio constante para a logística, a tecnologia e a estabilidade econômica da Europa.
Com informações de Olhardigital


