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Chuva diurna de meteoros Arietídeos atinge pico e pode ser captada pelo rádio

Chuva de meteoros Arietdeos
Publicado por Robson Lemes em 8 de junho de 2026 às 13:57.

Uma chuva de meteoros invisível a olho nu alcança seu ápice na manhã desta quarta-feira (10), mas pode ser “ouvida” por meio de sinais de rádio.

Entre 22 de maio e 3 de julho, a Terra atravessa a trilha de detritos que origina a chuva de meteoros Arietídeos, também conhecida como Arietids. De acordo com a plataforma especializada em astronomia EarthSky, o máximo de queda de partículas ocorre cerca de 45 a 60 minutos antes do nascer do Sol em 10 de junho, em uma janela de observação extremamente curta durante o dia.

O radiante desse evento, ponto aparente de onde os meteoros parecem se originar, situa-se próximo à estrela 41 Arietis (Bharani), na constelação de Áries. Nesse período de amanhecer, o Sol ainda não aparece no horizonte leste, mas seu brilho já é suficiente para ofuscar a maioria dos meteoros, tornando-os praticamente invisíveis ao observador. Os poucos fragmentos que entram na atmosfera parecem deslizar quase paralelos ao solo.

Detectando a chuva pelo rádio

Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON), explica que não há relatos de bólidos brilhantes nessa chuva. “Ela ocorre durante o dia e não são meteoros luminosos o suficiente para serem vistos à luz do dia. Na verdade, é apenas uma curiosidade: será uma chuva que ninguém verá em lugar algum do mundo”, afirma.

Apesar disso, cientistas conseguem registrar o fenômeno indiretamente por meio da radioastronomia. As trilhas deixadas pelos meteoros ao ionizar o ar refletem ondas de rádio, criando picos de sinal que podem ser captados por antenas específicas. Zurita destaca que essa técnica ainda é pouco difundida no Brasil, mas se mostra eficaz para monitorar chuvas diurnas.

Outra alternativa, segundo o site Space.com, é o uso de rádios FM convencionais sintonizados em frequências sem emissoras. Em um ambiente livre de interferências locais, é possível escutar breves estalos ou ruídos causados pelos reflexos das trilhas ionizadas na atmosfera, indicando a passagem dos fragmentos espaciais.

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Imagem: Imagem gerada por IA/Gemini

O que são meteoros?

Popularmente chamadas de “estrelas cadentes”, os meteoros são fenômenos luminosos gerados pela entrada de pequenos fragmentos de rocha espacial na atmosfera terrestre em alta velocidade. Ao comprimir e aquecer o ar à sua frente, esses detritos formam uma bolha de plasma que brilha por frações de segundo a poucos segundos.

Em determinadas épocas do ano, a Terra cruza regiões com maior concentração de detritos deixados por cometas ou asteroides, resultando em chuvas de meteoros com vários fragmentos atingindo a atmosfera simultaneamente.

A chuva diurna de Arietídeos segue esse padrão, mas permanece oculta ao olhar humano pelo brilho intenso do Sol.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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