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Computador convencional soluciona problema quântico antes considerado “impossível”

Nvidia computador quantico
Publicado por Robson Lemes em 5 de junho de 2026 às 07:46.

Pesquisadores do Centro de Física Quântica Computacional (CCQ), do Instituto Flatiron, em parceria com especialistas da Universidade de Boston, anunciaram em junho de 2026 a solução de um desafio em física quântica tido como impraticável sem um computador quântico. O estudo, publicado na revista Science, demonstra que técnicas matemáticas avançadas aliadas a algoritmos modernos permitem a simulação de sistemas compostos por centenas de qubits em máquinas clássicas.

Quem, o quê e onde

O trabalho liderado pelo físico Joseph Tindall no CCQ (EUA) utilizou redes tensoriais e métodos de propagação de crença para condensar as informações quânticas e reduzir o consumo de memória e poder de processamento. Em vez de recorrer a um supercomputador, parte dos cálculos foi executada em um simples laptop equipado com a biblioteca ITensor, desenvolvida pelo próprio CCQ.

Por que era considerado impossível

Os sistemas quânticos presentes nessa pesquisa envolvem centenas de qubits, unidades que exploram o fenômeno da superposição e do emaranhamento. Essas propriedades tornam o comportamento quântico exponencialmente mais complexo que os bits clássicos, cujo estado é apenas 0 ou 1. Conforme aumenta o número de qubits, a função de onda — representação matemática do estado do sistema — cresce de forma explosiva, exigindo memória inacessível para computadores convencionais.

Como o método funciona

Para driblar esse gargalo, os cientistas aplicaram redes tensoriais, comparáveis a arquivos ZIP, capazes de compactar grandes volumes de dados quânticos em estruturas matemáticas otimizadas. Em paralelo, usaram a técnica de propagação de crença – criada nos anos 1980 e recentemente adaptada para aplicações quânticas – que, embora apresente margem de erro ligeiramente maior, demanda muito menos recursos computacionais.

Combinadas, essas ferramentas possibilitaram simular a dinâmica de sistemas tridimensionais de alta complexidade, obtendo resultados alinhados às previsões teóricas e reproduzindo valores obtidos anteriormente por computadores quânticos. Essas simulações confirmaram que certas tarefas atribuídas exclusivamente à supremacia quântica podem, de fato, ser executadas em hardware clássico.

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Imagem: Imagem gerada por IA/Gemini

Próximos passos e impacto

Apesar desse avanço, os autores reforçam que a computação quântica permanece crucial para desafios ainda maiores. Eles destacam a sinergia entre os campos clássico e quântico, onde progressos de um lado inspiram inovações no outro. O próximo objetivo da equipe é aplicar essas técnicas em estudos envolvendo elétrons em movimento, visando aprimorar a investigação de materiais avançados, como supercondutores, e ampliar as fronteiras da pesquisa em física quântica.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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