O primeiro anúncio de lançamento ocorreu em abril, quando a Meta apresentou o Muse Spark, mas duas promessas subsequentes para liberação da API não se concretizaram. O atraso já chega a quase dois meses, tempo que acende dúvidas sobre a capacidade da companhia de rentabilizar o bilionário investimento em IA.
Falhas técnicas e pressão sobre os custos
O cronograma inicial previa o lançamento da API junto com o modelo em abril. Dias depois, o chefe de IA da Meta, Alexandr Wang, notificou no X que o recurso chegaria “em breve” devido ao forte interesse dos desenvolvedores. Entretanto, a identificação de bugs em testes e a necessidade de reforçar a infraestrutura de servidores empurraram o prazo para maio. Um segundo adiamento passou a previsão para junho, sem garantia de nova previsão.
Esse desencontro de cronogramas impacta diretamente as finanças da empresa. A Meta projeta investir até US$ 145 bilhões (aproximadamente R$ 734 bilhões) em tecnologia de IA ao longo de 2026, decisão que já provocou reação negativa de investidores. Após o anúncio das despesas, as ações da companhia caíram mais de 5% no pregão pós-fechamento de abril.
Diferentemente das iniciativas anteriores, em que a Meta liberava código aberto, o Muse Spark é seu primeiro modelo fechado. Para oferecer o serviço a terceiros, a empresa depende exclusivamente de uma API, modelo de negócios já adotado pela OpenAI e Anthropic para cobrar pelo acesso comercial.
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A data de liberação definitiva da API do Muse Spark ainda não foi divulgada, mantendo incertezas sobre quando a tecnologia poderá ser incorporada por desenvolvedores independentes.
Com informações de Olhardigital

