O estado da Flórida ajuizou, em 1º de junho, uma ação contra a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, alegando que a empresa priorizou o crescimento financeiro em detrimento da segurança dos usuários. A Procuradoria-Geral estadual afirma que a introdução “negligente” do ChatGPT contribuiu para planejamentos de crimes graves e colocou vidas em risco.
Motivos da ação
Segundo a denúncia de 83 páginas, o chatbot foi empregado para organizar um massacre na Universidade Estadual da Flórida, em abril de 2025, e teria auxiliado em dois assassinatos de estudantes na Universidade do Sul da Flórida no mesmo mês. O órgão alega que a plataforma, ao simular empatia humana, cria dependência entre usuários, especialmente menores de idade, e permite a coleta de dados sensíveis sem supervisão parental.
Acusações contra a OpenAI
A ação divide as supostas infrações em dez crimes: quatro práticas comerciais enganosas e desleais; duas acusações de negligência; duas violações das leis de responsabilidade por produtos defeituosos; uma por declaração fraudulenta; e uma por perturbação da ordem pública. Como reparação, a Procuradoria-Geral pede que a empresa seja obrigada a limitar imediatamente a coleta de dados de usuários menores e a informar de forma clara os riscos associados ao uso do ChatGPT. Além disso, busca responsabilizar pessoalmente Sam Altman, classificando sua gestão como dolosa e imprudente.
Posicionamento da OpenAI
Em nota divulgada à imprensa, a OpenAI defendeu o ChatGPT como uma “tecnologia nova e poderosa” e reconheceu a necessidade de medidas de proteção para o público infantojuvenil. A empresa destacou que já oferece recursos de moderação e implementou, em novembro passado, novas barreiras de segurança em seus sistemas.
Imagem: Imagem ilustrativa
Sobre as fatalidades mencionadas na ação, um porta-voz afirmou que os aprimoramentos não trarão de volta as vítimas, mas reforçou o compromisso de desenvolver a inteligência artificial de forma responsável e contínua.
Com informações de Tecnoblog

