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Etanol ou elétrico: qual veículo emite menos carbono?

Brasil carros eletricos
Publicado por Robson Lemes em 10 de junho de 2026 às 18:25.

Transmissão: Band

O Brasil estabeleceu a meta de reduzir em 50% as emissões de carbono até 2030, comparado a 2005, e alcançar a neutralidade climática em 2050. Para atingir esses objetivos, a eletrificação das frotas e o uso de biocombustíveis têm se destacado como estratégias complementares.

O mito do “zero emissões”

Apesar de crescerem no país, os veículos elétricos não são livres de emissões. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), já circulam mais de 780 mil carros eletrificados no Brasil, entre totalmente elétricos e híbridos. Globalmente, a BloombergNEF estimou 22 milhões de unidades vendidas em 2025, o equivalente a 25% do total de veículos comercializados.

“Como é gerada a energia que vai parar na bateria? Se ela veio de hidrelétrica, ajudou na redução das emissões de carbono. Agora, se usar termelétrica, o ganho será menor.”

Fernando Pinto, diretor de tecnologia e inovação da UFRJ

Matriz elétrica brasileira

Comparativo global

Na China, que responde por dois terços das vendas de elétricos, o carvão representa 60,9% da matriz, de acordo com a IEA. Na Europa, petróleo e derivados somam 33%, gás natural 24% e carvão 12%. Esses perfis alteram significativamente as emissões associadas aos veículos elétricos em cada região.

O papel do etanol

O Brasil também é líder mundial na produção de etanol de cana-de-açúcar, biocombustível que compensa parte do CO₂ liberado na combustão pelo carbono absorvido pelas plantas. Superados desafios iniciais de desempenho a frio e corrosão, o etanol hoje se mostra operacionalmente maduro e financeiramente competitivo em relação à gasolina e ao diesel.

Estudo da Stellantis

Uma pesquisa de 2023 da Stellantis simulou um mesmo modelo rodando 240,49 km com etanol (E100), gasolina (E27), elétrico abastecido na matriz brasileira e elétrico na matriz europeia. Ao considerar todo o ciclo de geração e consumo de energia, o etanol registrou emissões inferiores aos elétricos carregados na Europa. Já o veículo elétrico recarregado no Brasil emergiu como o mais limpo.

Combustivel com metanol 1024×576 1

Imagem: Imagem ilustrativa

“Os resultados comprovam as vantagens comparativas da matriz energética brasileira, principalmente a importância dos biocombustíveis para uma mobilidade mais sustentável.”

Antonio Filosa, presidente da Stellantis América do Sul

Quem sai na frente?

No cenário brasileiro, a eletrificação usando energia limpa apresenta a menor pegada de carbono, seguida pelo etanol. Em regiões dependentes de combustíveis fósseis, o etanol supera o elétrico em emissões. Em ambos os casos, ambos poluem menos que veículos a gasolina.

Especialistas defendem que o país combine eletrificação e biocombustíveis, dando ao consumidor opções alinhadas à infraestrutura disponível. “O Brasil tem o etanol, biometano, biodiesel… é diferente de países que apostam apenas na eletrificação”, afirma Fabio Delatore, professor do Instituto Mauá.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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