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Feira militar em Pequim mostra arma a laser portátil que derruba drones em segundos

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Durante a semana passada, a China exibiu em Pequim novos sistemas a laser voltados ao combate de drones na maior feira de equipamentos militares realizada na capital. O evento, que durou três dias, apresentou tecnologias de defesa e contramedidas para aeronaves não tripuladas, com ênfase em dispositivos portáteis operados por um ou dois militares e transportáveis em mochilas. A proposta é facilitar o emprego rápido em diferentes cenários de combate, reduzindo a dependência de abrigos fixos e veículos de apoio.

Modelos portáteis da linha Lijian

Os equipamentos fazem parte da série Lijian, desenvolvida pela Harbin Xinguang Optic-Electronics Technology, empresa de Harbin especializada em sistemas ópticos e eletrônicos compactos. Entre os destaques, estão os modelos Lijian 2 e Lijian 3, com peso aproximado de 30 kg e 25 kg, respectivamente. Cada unidade reúne um emissor de laser, sistema de resfriamento a ar e uma interface de controle manual, garantindo mobilidade e autonomia em operações de curto alcance.

Segundo dados divulgados na feira, o Lijian 3 consegue destruir um drone em cerca de quatro segundos e retomar o disparo após menos de cinco segundos de resfriamento. O alcance operacional desse dispositivo portátil chega a 500 metros. Além disso, os sistemas podem ser integrados a redes de defesa coordenadas, compartilhando dados de rastreamento em tempo real com unidades terrestres ou aéreas.

Versão fixa e aplicações estratégicas

Em paralelo às soluções portáteis, a feira também apresentou a variante fixa Lijian 10G, que amplia o alcance para cerca de 1.200 metros, mas requer sistema de resfriamento por líquido e infraestrutura de apoio mais complexa. Essa configuração é indicada para a proteção de perímetros de alto valor estratégico, como bases aéreas militares.

Os equipamentos exibidos contam ainda com possibilidade de integração a inteligência artificial e radares compactos para identificação automática de alvos. Representantes da Harbin Xinguang afirmaram que algumas unidades já foram implantadas em áreas consideradas críticas para a defesa nacional.

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Imagem: Imagem ilustrativa

O custo de cada sistema gira em torno de 2 milhões de yuan (aproximadamente 295 mil dólares), valor que reflete a aposta do governo chinês em fortalecer suas capacidades de guerra eletrônica e neutralização de ameaças aéreas não tripuladas.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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