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Fóssil de escorpião gigante de um metro é identificado no Reino Unido

Fossil de escorpiao gigante maior que cachorro
Publicado por Robson Lemes em 13 de junho de 2026 às 19:45.

Pesquisadores do Museu de História Natural de Londres reclassificaram restos fósseis colecionados desde o século XIX como pertencentes ao maior escorpião já descrito pela ciência. A espécie, nomeada Praearcturus gigas, viveu há cerca de 415 milhões de anos em regiões correspondentes à atual Grã-Bretanha e podia atingir até um metro de comprimento, superando a largura de muitos cães domésticos.

O estudo, publicado na revista científica Palaeontology no início de junho, foi coordenado pelo curador de artrópodes fósseis Richard J. Howard. A pesquisa reuniu oito exemplares preservados em instituições de história natural há mais de um século e submeteu as amostras a técnicas modernas, incluindo tomografia computadorizada, para reexaminar estruturas anatômicas.

Revisão de fósseis muda interpretação da espécie

Até então, os fragmentos eram tratados como restos de um grande crustáceo, classificação que se manteve na literatura científica por décadas. A comparação detalhada entre os fósseis históricos e materiais recém-descobertos permitiu aos cientistas identificar características típicas de escorpiões primitivos. A semelhança com a espécie canadense Eramoscorpius brucensis, descrita em 2015, foi essencial para aproximar as duas espécies dentro do mesmo grupo evolutivo.

Howard ressalta que a correspondência observada em estruturas ventrais reforça o parentesco: “É exatamente a mesma coisa nos dois escorpiões. Portanto, podemos inferir que são dois animais intimamente relacionados.”

Gigantismo no período Devoniano

As estimativas apontam que o Praearcturus gigas alcançava entre 90 centímetros e um metro de comprimento, com pinças de até 16 centímetros. Esses números chamam atenção por se referirem a um artrópode do início do Devoniano, fase anterior ao estabelecimento de ecossistemas ricos em oxigênio, normalmente associados ao gigantismo de espécies posteriores.

Segundo os autores, a capacidade de transitar entre ambientes aquáticos e terrestres pode ter contribuído para o desenvolvimento de porte elevado, já que o animal explorava recursos em diferentes habitats.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Debate sobre a classificação proposta

Apesar dos argumentos favoráveis, nem todos os especialistas aceitam a reclassificação como definitiva. Jason Dunlop, diretor científico da coleção de aracnídeos do Museu de História Natural de Berlim, ressalta que estruturas-chave de escorpiões, como o ferrão terminal e as pectinas, não foram identificadas nos fósseis disponíveis.

A equipe de Howard reconhece as limitações impostas pelo estado fragmentado das amostras, mas defende que o conjunto de evidências anatômicas ainda sustenta a definição de um escorpião gigante primitivo.

O trabalho abre novas perspectivas sobre a evolução de artrópodes gigantes e amplia o entendimento sobre a diversidade de formas de vida no Devoniano.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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