O Google anunciou uma atualização nas configurações de privacidade de seus principais serviços de busca, que amplia o volume de informações coletadas para o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. A mudança foi divulgada pela empresa e será adotada de forma gradual ao longo dos próximos meses.
O que muda nas configurações de privacidade
Com as novas regras, o Google passa a armazenar não apenas o histórico de pesquisas e o registro de páginas acessadas, mas também arquivos enviados pelos usuários, como imagens, áudios, vídeos e respostas geradas por ferramentas de IA. Esses dados poderão ser utilizados para aprimorar produtos da companhia e reforçar mecanismos de segurança.
Serviços abrangidos e exceções
As alterações afetam plataformas como Search, Maps, Shopping, Flights, Hotels, Translate e News. Conforme a empresa, o Google Photos ficará de fora dessa política de uso estendido de dados. Ainda segundo o Google, os usuários podem impedir o armazenamento das informações por meio de ajustes específicos na seção de privacidade.
Como optar pela exclusão e autoapagar dados
Para quem não deseja que suas buscas e mídias sejam empregadas no treinamento de IA, é possível desativar separadamente as opções “Search Services History” e “Save Media”. Além disso, o Google oferece a alternativa de apagar automaticamente os dados armazenados após três, 18 ou 36 meses, conforme escolha do usuário.
Tendência do setor de IA
O movimento do Google acompanha iniciativas semelhantes em outras empresas de tecnologia. A OpenAI mantém o compartilhamento de dados ativado por padrão em contas de consumidores, permitindo a desativação voluntária. A Anthropic adota um modelo de adesão voluntária, que aproveita conversas e sessões de programação para melhorar seus sistemas. No ano passado, a Meta também passou a usar publicações públicas de usuários europeus para treinar suas inteligências artificiais, gerando questionamentos sobre privacidade.

Imagem: Imagem ilustrativa
A atualização reforça a dependência das companhias de tecnologia nas interações diárias dos usuários para alimentar e calibrar seus algoritmos, reduzindo a necessidade exclusiva de dados coletados em bases públicas da internet. A implementação completa das novas configurações deve ocorrer nos próximos meses, conforme cronograma interno do Google.
Com informações de Olhardigital


