Relato da Amazon e resposta imediata
Pesquisadores da Amazon teriam aplicado uma série de prompts ao Fable 5 para extrair informações destinadas a explorar vulnerabilidades em softwares. Após receber o relato de Jassy, a Casa Branca convocou reunião de emergência para avaliar as alegações. Equipes de segurança do governo passaram a testar as supostas falhas apontadas pela empresa de comércio eletrônico.
Determinação de suspensão e impacto global
O Departamento de Comércio dos EUA exigiu que a Anthropic corrigisse as vulnerabilidades ou, caso contrário, suspendesse o modelo. Com a aprovação do presidente Trump, foi decidido bloquear o acesso a governos, empresas e usuários estrangeiros. Para se adequar à ordem, a Anthropic optou por interromper globalmente o fornecimento não só do Fable 5, mas também do Mythos, afetando inclusive seus próprios funcionários nascidos fora dos EUA.
Contestação da Anthropic
A empresa defende que as falhas apontadas pela Amazon são “relativamente básicas” e estão presentes em outros modelos de IA públicos. O relatório da Amazon indicou que o Fable 5 conseguiu identificar bugs de segurança em pelo menos quatro programas distintos. No entanto, não há comprovação de que esses pontos fracos tenham sido transformados em código de ataque funcional, graças às salvaguardas do sistema, afirma Andrew Morris, da GreyNoise Intelligence.
Conflito de interesses e motivações políticas
Além de cliente, a Amazon é investidora e fornecedora de chips para a Anthropic, o que gerou questionamentos sobre conflito de interesses. Participaram da conversa de bloqueio o diretor nacional de segurança cibernética Sean Cairncross e o secretário de Comércio Howard Lutnick. O governo Trump, desconfiado da empresa desde que o Pentágono a classificou como “risco de segurança”, vê na medida uma forma de resguardar dados sensíveis.

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Impacto no IPO e panorama do setor
A suspensão dos principais modelos pode prejudicar os planos da Anthropic de abrir capital no próximo outono. Caso clientes migrem para concorrentes, a OpenAI, que já oferece soluções de cibersegurança e negocia maior apoio do governo, seria a grande beneficiada. Para o pesquisador Adam Thierer, do think tank R Street Institute, a decisão representa “uma escalada na politização da IA e na centralização do controle sobre computação avançada nos EUA”.
Com informações de Olhardigital
