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IBM desenvolve primeiro chip de 0,7 nm e acelera miniaturização dos semicondutores

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Em apresentação na conferência VLSI 2026, a IBM revelou o primeiro chip do mundo com tecnologia de 0,7 nanômetro (7 angstroms), superando o patamar considerado limite físico pelos especialistas em semicondutores. O anúncio marca um avanço significativo na indústria e desafia barreiras anteriormente impostas pelas leis da mecânica quântica.

Para se ter ideia da escala, 0,7 nm equivale a poucos átomos de distância e é mais de 100 000 vezes menor que o diâmetro de um fio de cabelo humano. Nessa faixa, a estrutura atômica do material impõe restrições que vão além das capacidades das máquinas de fabricação convencionais.

A inovação responsável por romper esse teto é a arquitetura batizada de nanostack, que altera o arranjo tradicional de transistores. Em vez de dispor os componentes em um único plano horizontal, a IBM optou por empilhá-los verticalmente, utilizando o espaço tridimensional para ampliar a densidade sem forçar cada transistor ao limite mínimo de miniaturização.

Cada camada da estrutura empilhada pode aproveitar materiais distintos, específicos para otimizar desempenho ou reduzir consumo de energia. Jay Gambetta, diretor de pesquisa da IBM, afirma: “Não estamos apenas tornando os transistores menores, estamos redesenhando a forma como os chips são construídos para oferecer desempenho e eficiência energética significativamente maiores.”

Os resultados iniciais impressionam: o chip de 0,7 nm integra quase 100 bilhões de transistores em uma área equivalente ao tamanho de uma unha. Isso representa quase o dobro da densidade alcançada pela IBM em seu processador de 2 nm lançado em 2021.

Em comparação com a geração anterior, a nova tecnologia oferece até 50% de ganho em velocidade de processamento e melhora de até 70% na eficiência energética, de acordo com a configuração utilizada. Além disso, a SRAM integrada ficou 40% menor, fator crítico para aplicações em inteligência artificial, onde a latência de acesso à memória costuma limitar o desempenho.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Na prática, os avanços prometem reduzir o consumo de energia em smartphones e laptops e aumentar a capacidade de servidores de IA e data centers, permitindo rodar modelos maiores dentro do mesmo orçamento energético. O setor de inteligência artificial tem buscado soluções para conter a escalada no uso de eletricidade, e o novo chip deve contribuir nesse sentido.

A IBM prevê levar a produção em larga escala dessa tecnologia ao seu centro de pesquisa em Albany, Nova York, nos próximos cinco anos, apoiada pela máquina de litografia EUV de alta abertura da ASML. A empresa estima que a arquitetura de nanoestruturas viabilizará a miniaturização de chips por pelo menos mais uma década, adiando o esgotamento dos limites físicos na indústria de semicondutores.

A conclusão natural desse avanço reforça que, mesmo após superar a barreira do nanômetro, ainda há espaço para inovações que transformem a forma como processadores e demais componentes eletrônicos são projetados e fabricados.

Com informações de Hardware

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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